Acervo

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Obrigação cumprida- Grêmio 4x1 Guarani-par


Havia uma certa desconfiança no ar depois da eliminação precoce no Campeonato Gaúcho. Talvez por isso Renato Portaluppi tenha escalado um Grêmio mais ofensivo. Ao menos no papel. Na prática, era o 4-2-3-1 que estamos habituados a ver. Jaílson (hoje na vaga de Maicon) e Ramiro eram os volantes. Luan pela direita. Pedro Rocha pela esquerda. Bolaños como meia centralizado. E Lucas Barrios no comando do ataque.

Se houve algo que funcionou no tricolor hoje foi a eficiência. No primeiro ataque, aos sete minutos, gol de Barrios. Mas o Guarani incomodava. Marcava alto. Dificultava a saída de bola.Logo após abrir o marcador Bolaños sentiu uma lesão muscular. Renato tratou de colocar o jovem Arthur aberto pela direita. Para ser um secretário de Léo Moura e dar um pé na marcação por aquele setor. Alguns jogadores como Luan estavam numa noite infeliz. Não fez diferença. Como não faria o pênalti desperdiçado pelo ótimo meia gremista. Foram quatro oportunidades criadas. E três convertidas. Setenta e cinco por cento de aproveitamento. Até mesmo o gol do time paraguaio foi feito pelo imortal. Léo Moura deu azar e de peito desviou o centro da direita. A expulsão de Camacho aos quarenta e seis minutos e o gol de Geromel, dois minutos depois praticamente mataram o jogo.

Sim, porque quase não houve futebol na etapa complementar. A equipe paraguaia só queria saber de se defender para não prejudicar seu saldo de gols (que pode ser um critério importante de desempate na luta pela classificação). O Grêmio mesmo com a vantagem numérica tocava a bola para lá e para cá. Não tinha profundidade. Ou não se importava em não ter. Nas poucas vezes em que acelerou o jogo criou problemas para a retaguarda paraguaia. Lincoln, que substituíra Luan, achou Barrios livre aos 33. O atacante completou seu hat trick. Em posição irregular, diga-se de passagem. Mas era um lance difícil para o auxiliar. Questão de centímetros.

O tricolor cumpriu sua obrigação. Goleou e encaminhou o primeiro lugar na chave. Porém, o torcedor sabe que vem faltando algo ao time. Ainda há tempo de melhorar. Para que o Grêmio possa chegar o mais longe que puder. E quem sabe mais uma vez conquistar a América.

A esperança é verde. E ainda resiste. Nacional 3x0 Chapecoense


O empate seria um bom resultado para a Chapecoense. Ainda mais enfrentando um clube da tradição do Nacional, fora de casa. Por isso, Vágner Mancini montou o seu time com três zagueiros. Um 5-3-2 para defender. Um 3-4-3 ofensivamente. A ideia era dar liberdade aos alas João Pedro e Reinaldo. Não funcionou. Até porque o "armário" Silveira jogava nas costas de Reinaldo. A chape pouco teve a bola no campo de ataque. Pouco finalizou. Em suma, não jogou. Até equilibrou a posse de bola. Mas eram toques para o lado e para trás. Sem profundidade ou eficiência. Sair derrotado só por um a zero no primeiro tempo foi lucro.

Todos esperavam uma nova postura depois do intervalo. Não houve mudança. Seja de atitude, seja de posicionamento tático. Para piorar as coisas, erros individuais aconteceram. Um time que joga com três zagueiros não pode tomar gol de cruzamento frontal (como ocorreu no segundo gol uruguaio). E ainda houve o destempero. Duas expulsões. E mais um gol sofrido.

A situação só não se complicou ainda mais porque Zulia e Lanús empataram no outro jogo. A Chape terá que ser mais heroica do que nunca se quiser avançar de fase. Precisa bater o campeão argentino em Buenos Aires e o time venezuelano, em casa. Difícil. Mas não impossível. Até porque duvido que o time tenha uma outra jornada tão infeliz como a dessa noite.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Galo na decisão. Atlético-mg 3x0 URT


Deu a lógica. Com um time superior ao valente adversário do interior, semifinalista pelo segundo ano seguido, o Atlético conseguiu impor sua maior categoria. Porém, o início não foi nada fácil. Escalado no 4-2-3-1, com Rafael Carioca e Elias como volantes. Marlone na esquerda. Robinho e Maicossuel revezando entre a direita e o centro e Rafael Moura mais uma vez substituindo o artilheiro Fred. O galo pressionou nos primeiros quinze minutos. Contudo, não criou uma oportunidade sequer. Até porque finalizava pouco. Necessitando da vitória a URT passou a sair mais para o jogo. Chegou a equilibrar a peleja. Mas aos 36, Marcos Rocha cruzou na área e o He-Man testou para abrir o placar e os caminhos. Mesmo com a vantagem o torcedor deve ter ficado preocupado com o pouco futebol apresentado na etapa inicial.

Na volta do intervalo tudo mudou. A URT tentou sair. E deu os espaços que o galo não tinha até então. A equipe de Roger Machado criou chance atrás de chance. Foram nove nos 45 minutos finais. E marcou por duas vezes. Aos 12, de pênalti, com Robinho. E aos 45, com Otero em mais uma assistência de Marcos Rocha.

Satisfeita com sua campanha e sabendo que não seria capaz de virar o marcador, a URT se entregou depois de sofrer o segundo gol. O que não desmerece em nada a ótima campanha do time. Já o Atlético ganhou a confiança necessária para uma semana duríssima. No meio de semana precisa vencer o Libertad pela Libertadores. E no domingo, enfrenta o Cruzeiro, grande rival, na primeira partida da final do estadual. Sem Rafael Moura e possivelmente ainda sem Fred. Por isso, é favorito na quarta. Mas deve sofrer diante de um rival que já o derrotou duas vezes nessa temporada. Fortes emoções garantidas em Belo Horizonte nesses próximos sete dias.

Caxias 1x0 Inter- Foi por pouco. Mas deu colorado


Foi sofrido. Talvez mais do que o necessário. Mas o Inter garantiu sua passagem para a decisão do Campeonato gaúcho. Ontem, em Caxias, o colorado entrou num 4-4-2. Dourado e Anselmo por dentro. Edenílson pela direita. D'Alessandro pela esquerda. Nico López e Brener na frente. Mesmo esquema tático do adversário. Com mais posse de bola. E menos chances criadas.

Sim, o time de Zago sofreu com a marcação do Caxias. Tomou um gol aos 26 minutos que anulou a vantagem conquistada no Beira-Rio. Que fez o coração do torcedor gelar quando Marcelo Lomba sofreu lesão muscular logo no começo do confronto. Talvez nem tanto pela ausência dele, em ótima fase. E muito mais pela presença do terceiro reserva em um jogo decisivo. Que teve ares de drama quando o árbitro assinalou pênalti (no meu modo de ver inexistente) de Leo Ortiz. Ainda mais com a expulsão de Brener. Mas os deuses eram colorados. Keiler defendeu a cobrança. E garantiu uma sobrevida até a decisão por pênaltis.

A partida que já era tensa esquentou de vez. Entradas ríspidas. Discussões de lado a lado. Confusão entre médico e treinador. Clima quente demais na já fria serra gaúcha. Nas cobranças da marca do cal, o Inter mostrou maior tranquilidade e categoria. E contou novamente com Keiler, o novo herói do Beira-Rio. Parabéns ao Inter. Finalista que precisa de afirmação nesse ano de reconstrução e retomada de orgulho. Chega com um ligeiro favoritismo diante do ótimo Novo Hamburgo. E aguarda pra saber quem será o novo integrante do monte olimpo colorado.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Podia dar qualquer um. Deu Colorado


O mais igual dos confrontos dessa fase da Copa do Brasil. Em Porto Alegre, sete chances gaúchas contra cinco paulistas. Na Arena e tendo marcado um gol fora de casa, o favoritismo era do timão. Fabio Carrile manteve o 4-1-4-1. Pelo lado colorado, Antonio Carlos Zago preferiu reforçar a marcação. Escalou Dourado, Anselmo e Felipe Gutierrez no 4-3-2-1. Roberson e Nico Lopez eram responsáveis por encostar no artilheiro Brener.

Toda a estratégia do Inter foi por água abaixo logo aos sete minutos de jogo. Maycon, cada vez mais solto e melhor marcou depois de desvio de Jô. Com a vantagem, o Corinthians passou a oferecer ainda mais a bola ao adversário. E buscava ser letal nos contra ataques. A estratégia poderia ter funcionado se Jô, Rodriguinho e Romero tivessem aproveitado as chances. Quando não era a falta de pontaria que atrapalhava, Lomba tratava de pegar até pensamento.

Na etapa final o Inter adiantou ainda mais seu time. Deu espaços ao timão. Mas também criou. Foram quatro chances pra cada lado. Só uma achou o seu destino. O chute de Nico López que desviou em Fágner e entrou aos 27. Com a possibilidade cada vez maior de decisão por pênaltis, os times se soltaram de vez. O fim de jogo foi alucinante. Claiton teve a classificação aos seus pés, dentro da pequena área aos 43. Isolou. Dois minutos depois, Lomba parou Jô. Mais uma volta do ponteiro e Carlos fez Cássio ser o herói do Corinthians, como já fora muitas vezes no passado.

Não teve jeito. Nos pênaltis, deu colorado. Como poderia ter dado timão. No confronto de 180 minutos foram 12 oportunidades de gol criadas por cada lado. Equilíbrio mais do que evidente. Mas alguém tinha que avançar. Passou quem mais necessitava de afirmação nesse momento. O que não diminui o que a equipe de Carrile vem evoluindo. Falta só acertar a pontaria.

No gramado encharcado, o galo não voou- Libertad 1x0 Atlético-mg


Caiu um dilúvio antes e durante quase toda a partida. O gramado encharcado prejudicou muito mais a equipe mineira e seu toque refinado. Escalado no seu tradicional 4-2-3-1, com Rafael Carioca e Elias como volantes. Otero pela direita. Danilo pela esquerda. Robinho centralizado. E Fred, vivendo ótima fase, no comando do ataque. Porém, sem conseguir trocar passes, o galo acabou cedendo ao adversário, mais físico e acostumado as condições do relvado o controle do jogo. Mesmo que isso tenha se dado primordialmente através de ligação direta e bolas cruzadas. O Libertad pressionou. Foi ajudado pelos erros do Atlético. Na primeira jogada mais trabalhada, saiu o gol de Cardozo, aos 26 minutos. Na prática, a única oportunidade clara de gol do primeiro tempo.

O galo voltou do intervalo com Rafael Moura no lugar de Danilo. Se reorganizou no 4-2-2-2. Robinho deixou o centro e foi atuar aberto pela esquerda. A equipe passou a jogar mais adiantada. Mas insistiu demais no abafa. Roger Machado tentou corrigir esse defeito fazendo entrar Maicossuel no lugar de Fred. voltou ao 4-2-3-1 inicial. Depois, trocou Otero por Cazares. Dois jogadores leves, de condução de bola. Não funcionou. Não nas condições cada vez piores do gramado.

O Libertad seguiu aproveitando os espaços. Especialmente os deixados a frente da primeira linha defensiva. Elias e Rafael Carioca saíam para o jogo ao mesmo tempo. E deixavam um buraco nas suas costas. Foram mais três chances de aumentar o marcador. Contra apenas uma do Atlético. Aos 41 minutos. Muito pouco para quem entrou como favorito.

De qualquer forma, o resultado não é definitivo. O galo segue dependendo apenas dele. O que deve estar deixando os torcedores de cabelos em pé é o nível de atuação dos últimos jogos. Elenco pra jogar mais e sofrer muito menos, o time tem. Resta saber se isso irá acontecer em breve.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Jogos do fim de Semana- 15 e 16/04 Parte 2- Campeonato Gaúcho


Inter 1x0 Caxias

Disposto a acabar com a semifinal logo no primeiro jogo o colorado foi com tudo para cima. Escalado em uma variação de 4-1-4-1, 4-2-3-1 e 4-4-2, o Inter mandou na etapa inicial. com marcação adiantada, sufocando o adversário e criando chances. Especialmente nas bolas cruzadas. Diante de tamanha intensidade a vantagem mínima foi muito pouco para quem criou sete oportunidades claras de gol.

Entretanto, o segundo tempo foi diferente. O Inter pareceu sentir o desgaste dos seguidos e decisivos confrontos. Recuou e afrouxou a marcação. O Caxias sentindo que o bicho não era tão feio assim aceitou o convite e saiu pro jogo.Ainda mais depois da justa expulsão do lateral William, aos 21 minutos. Teve um gol bem anulado e criou pelo menos três ótimas oportunidades de empatar a peleja. No fim, preferiu segurar o resultado. Mesmo com um jogador a mais. Apostando na força de decidir em casa.

A vaga para a decisão está em aberto. Tudo pode acontecer em Caxias do Sul. O Inter tem mais camisa e mais técnica. Mas pelo que mostrou, especialmente no segundo tempo, não sei se terá as pernas para encarar mais uma "final". E aí, nesse quesito, pode estar a chave para chegar a decisão do Campeonato Gaúcho.

Grêmio 1x1 Novo Hamburgo

O melhor time do campeonato mostrou porque teve tanto êxito em sua campanha. Não estou falando do Grêmio. E sim do Novo Hamburgo. Compacto, com as linhas próximas e muita doação a equipe anulou o tricolor durante todo o primeiro tempo.Claro que também abusou das faltas e truncou demais a partida. E conseguiu o que queria. Tanto que os comandados de Renato Portaluppi só criaram uma mísera oportunidade de gol. Muito pouco para quem precisava da vitória para reverter a vantagem do adversário.

Vendo o tempo passar, o Grêmio contou com uma ótima jogada individual (uma das poucas maneiras de se furar um bloqueio tão bem feito) de Marcelo Oliveira. Ramiro, aparecendo pra finalizar como se fora centroavante, marcou. Não deu nem pra comemorar. Ou para passar a controlar mais o jogo. Aos 11, Juninho pegou uma sobra da zaga e soltou uma bomba para igualar o marcador.

Depois disso o tricolor murchou. Renato até tentou tornar o time mais ofensivo sacando Léo Moura e colocando Barrios em campo. Não adiantou. Aos poucos, o Novo Hamburgo se arriscou mais. Em um mesmo lance perdeu duas oportunidades claras. Ao todo foram quatro para o tricolor e três para o líder da fase de classificação.

O Novo Hamburgo sai fortalecido de Porto Alegre. Decide em casa e com o gol qualificado tem a vantagem de poder empatar em zero a zero. Jogo sob medida para seu forte bloqueio defensivo. Renato irá precisar pensar em alternativas para aumentar o repertório ofensivo. Caso contrário, pode e deve ser eliminado na fase semifinal.

Rádio Futbolleiros