Continuando a Série os jogos do meu acervo, hoje vamos falar sobre as partidas que possuo do ano de 1953(infelizmente, não tenho nada de 51 e 52).
E foram dois jogos senscionais, que todos que amam o futebol e principalmente, a evolução tática precisam ver.
Começo falando da final da FA Cup, disputada entre Blackpool e Bolton. Foi um jogaço, a partida terminou empatada em 4x4 e deu gosto ver o veterano ponta-direita do Blackpool, Stanley Mathews, jogando e correndo como um garoto. O detalhe tático da partida fica por conta de ser muit fácil a visualização de que ambas as equipes atuavam no famoso WM(ou 3-2-2-3), criado em 1923, pelo técnico do Arsenal, Herbert Chapman, no ano de 1925.
A outra partida que tenho é simplesmente considerada "The Match of the Century" ou o jogo do século. De um lado a Inglaterra, criadora do futebol, do outro a Hungria(na única partida inteira daquele supertime disponível) e seus craques e intensa movimentação.
Vale muito a pena ver o centroavante recuado Hidegkuti, abrindo espaços para a penetração dos meias Puskas e Kocsis. O que dizer então do incansável centro-médio Boszik, que fazia de tudo um pouco para sua maravilhosa seleção. Também já ficavam claros os buracos e as falhas na defesa húngara, que iriam acabar com o sonho de vencerem a Copa do Mundo da Suiça, no ano posterior.
E o que falar então do golaço marcado por Puskas, quendo com um drible de futsal, ele deixa sentado ninguém mais ninguém menos do que o capitão ingles Billy Wright. Os ingleses também mostraram bom futebol com as bolas nos pés, mas aquela seleção da Hungria parecia imbátivel.
Enfim, um jogaço que amante de bom futebol precisa ver para poder saber ou tentar entender o que foi a genese do futebol total da Holanda de 74. Imperdível.
Espero que tenham gostado de mais esse post, voltarei em breve com a história da Copa do Mundo da Suiça, em 1954. E depois, retomarei essa série, com o ano de 1955, quando comentarei mais jogos do meu acervo. Abraços a todos!
sexta-feira, 19 de março de 2010
Os jogos do meu acervo- Ano de 1950
Caros amigos, inauguro hoje uma nova série nesse blog que se preocupa em contar e guardar a história do futebol brasileiro e mundial. Depois dos jogos históricos, da história das Copas do Mundo e das grandes conquistas de clubes e seleções, resolvi dar uma passada pelos jogos que tenho em meu acervo, para que o leitor possa saber quais são as raridades que possuo.
E o primeiro ano, é o de 1950. Ano de Copa do Mundo disputada no Brasil. Ano do famoso e trágico Maracanazzo.
Para quem se interessa em saber os detalhes da competição jogada em nosso país, por favor acesse o post sobre ela, aqui mesmo nesse blog.
Em meu acervo(que o comentarista e amigo Mauro Beting costuma chamar do verdadeiro museu do futebol) tenho o áudio de Brasil 6x1 Espanha(são 60 minutos da partida). Nele, inclusive, consegue-se ouvir a torcida presente ao Maracanã cantando Touradas de Madrid.
Já a partida decisiva, entre Brasil e Uruguai, está completa, com narração original de época pela Rádio Nacional. Uma excelente oportunidade para que o leitor possa escutar a partida e, tirar suas próprias conclusões a respeito, desvendando assim mitos e inverdades que possam ter sido passados de geração para geração...
E, para quem gosta de gols, possuo o documentário entitulado Olé Espanha. Realizado pela tv espanhola, tem cerca de 95% dos gols da Copa de 50, além de vários outros lances. Vale a pena para quem(como eu) ama a história do futebol e, especialmente das Copas do Mundo. É um documento imperdível dos tempos romanticos do futebol.
Em breve voltaremos com mais um ano em meu acervo. Abraços a todos!
E o primeiro ano, é o de 1950. Ano de Copa do Mundo disputada no Brasil. Ano do famoso e trágico Maracanazzo.
Para quem se interessa em saber os detalhes da competição jogada em nosso país, por favor acesse o post sobre ela, aqui mesmo nesse blog.
Em meu acervo(que o comentarista e amigo Mauro Beting costuma chamar do verdadeiro museu do futebol) tenho o áudio de Brasil 6x1 Espanha(são 60 minutos da partida). Nele, inclusive, consegue-se ouvir a torcida presente ao Maracanã cantando Touradas de Madrid.
Já a partida decisiva, entre Brasil e Uruguai, está completa, com narração original de época pela Rádio Nacional. Uma excelente oportunidade para que o leitor possa escutar a partida e, tirar suas próprias conclusões a respeito, desvendando assim mitos e inverdades que possam ter sido passados de geração para geração...
E, para quem gosta de gols, possuo o documentário entitulado Olé Espanha. Realizado pela tv espanhola, tem cerca de 95% dos gols da Copa de 50, além de vários outros lances. Vale a pena para quem(como eu) ama a história do futebol e, especialmente das Copas do Mundo. É um documento imperdível dos tempos romanticos do futebol.
Em breve voltaremos com mais um ano em meu acervo. Abraços a todos!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Campeonato Pan-Americano de 1952- A primeira conquista do Brasil em terras estrangeiras!

O trauma de perder a Copa de 1950 foi tamanho, que somente dois anos depois, a seleção brasileira se reuniu de novo. Desta vez, disputaríamos o Campeonato Pan-Americano, no Chile.
O novo técnico, seria Zezé Moreira, treinador que adotara no Fluminense a marcação por zona. Seu time venceu o Campeonato Carioca de 1951, e ficou conhecido como "timinho", pois levava e fazia poucos gols.
Os convocados pelo treinador para a disputa do certame foram. Castilho(Fluminense), Osvaldo(Botafogo), Cabeção(Corinthians), Arati(Botafogo), Djalma Santos(Portuguesa), Pinheiro(Fluminense), Gérson(Botafogo), Nílton Santos(Botafogo), Bigode(Fluminense), Bauer(São Paulo),Eli(Vasco), Brandãozinho(Portuguesa), Ruarinho(Botafogo), Julinho(Portuguesa), Friaça(Vasco), Didi(Botafogo), Rubens(Flamengo), Baltazar(Corinthians), Ipojucan(Vasco), Ademir Menezes(Vasco), Pinga(Portuguesa), Rodrigues(Palmeiras) e Nívio(Bangu).
Zezé, como se ve, não convocou Zizinho e Jair. Sua justificativa era que precisava de jogadores mais disciplinados taticamente, e não "individualistas" como eram os dois craques.
A estréia da Seleção foi contra o México. Uma partida burocrática. Mas prevaleceu a maior categoria dos brasileiros. Baltazar aos 10 e e aos 26 minutos do segundo tempo, marcou os gols.
Na segunda rodada, o Brasil apenas empatou com o Peru, em 0x0. Foram feitas duras críticas ao time de Zezé.
A goleada sobre a fraca equipe do Panamá, serviu para aliviar um pouco a pressão sobre a seleção. Os gols foram marcados por Baltazar, Rodrigues e Julinho no primeiro tempo. E, Rodrigues e Pinga na segunda etapa. Novamente, o grande destaque do time foi Brandãozinho.
A quarta rodada marcava o reencontro de Brasil e Uruguai. Era a primeira partida entre eles desde a decisão da Copa de 50. A torcida era toda para os Uruguaios, pois uma vitória da Celeste daria o título ao Chile. Julinho seria desfalque da Seleção. E, os uruguaios Abaddie e Durán, expulsos contra o Chile, tiveram suas suspensões revogadas e, puderam atuar contra o Brasil.
Didi e Rodrigues fizeram 2x0 para a Seleção, ainda no primeiro tempo. Nílton Santos anulava completamente Gigghia e Brandãozinho acabava com Abbadie. No começo da segunda etapa, Loureiro diminuiu o placar. Mas Baltazar e Pinga fizeram o Brasil alcançar a goleada. Nos acréscimos, Cancela de penalti, dimnuiu a frustação uruguaia.
Inconformados, os jogadores da Celeste passaram a apelar. Míguez acertou Eli, que revidou. Começou uma briga generalizada, na qual, as testemunhas dizem que a Seleção Brasileira levou a melhor. Estavamos vingados(mesmo que apenas parcialmente) na bola e na briga da derrtota de 50.
Na última rodada, bastava ao Chile um empate para conquistar o Pan-Americano. Para a Seleção Brasileira, somente a vitória interevssava. O time da casa começou melhor, obrigando Castilho a fazer duas grandes defesas. Mas, aos 10 minutos, Ademir marcou o primeiro gol. A partir daí, só deu Brasil. Aos 19, novemente Ademir fez o segundo. Com a vitória praticamente assegurada, a Seleção passou a tocar a bola e fazer o tempo passar. Aos 40 minutos da segunda etapa, Pinga, fez o terceiro e deu números finais a partida.
Essa foi a primeira conquista da Seleção Brasileira fora dos seus domínios. E serviu para que jogadores como Didi, Djalma Santos e Nílton Santos ganhassem a condição de titulares. Era o embrião da equipe que seria campeã do mundo, seis anos depois...
Espero que tenham gostado de mais esse passeio pela história do futebol. Em breve, retornaremos com outros posts. Abraços a todos
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Jogos Históricos- Guarani 1x0 Palmeiras- final jogo 2 Campeonato Braseileiro 1978
Porque é histórico
Simplesmente foi o primeiro e único título brasileiro, conquistado por um clube do interior de qualquer estado. Além disso, a equipe bugrina tinha grandes jogadores em seu elenco, como Zenon, Careca,Renato e o veterano Zé Carlos.
As Campanhas até então O Guarani chegava a decisão com 30 jogos, 18 vitórias, 8 empates e 4 derrotas, somando assim 50 pontos ganhos, havia marcado 55 gols e sofrido 22, com saldo positivo de 33.
Já o Palmeiras, havia disputado 30 jogos, com 13 vitórias, 13 empates e 4 derrotas, somando 44 pontos. Seu ataque havia marcado 42 vezes e a sua defesa sofrido 17, com saldo positivo de 25.
O primeiro jogo da final Foi jogado no dia 10 de Agosto, no Morumbi tomado por mais de 95.000 pessoas, em sua maioria Palmeirenses. Leão acabou dando uma cotovelelada no jovem Careca. O árbitro Arnaldo César Coelho, marcou o penalti e expulsou o goleiro. Como o verdão já havia feito suas duas substituições, Escurinho foi para o gol. Zenon cobrou e deu uma vantagem ainda maior para o Guarani, na partida de volta.
A ficha do jogo
Guarani 1x0 Palmeiras
Data 13-08-78 Local Brinco de Ouro Público 27.766 Renda CR$ 1.706,280,00
Árbitro José Roberto Wright Cartões Amarelos Toninho Vanusa, Ivo, Bozó, Mauro e Alfredo Mostarda. Gol Careca 36 do 1 tempo
Guarani Neneca, Mauro, Édson, Gomes e Miranda, Zé Carlos, Manguinha e Renato, Capitão, Careca e Bozó Técnico Carlos Alberto Silva
Palmeiras Gilmar, Rosemiro, Beto Fuscão(Jair Gonçalves), Alfredo Mostarda e Pedrinho, Ivo, Toninho Vanusa e Jorge Mendonça, Sílvio, Nei e Escruinho Técnico Jorge Vieira
A partida, Lance a Lance
-Começa a partida. A saída foi dada pelo Palmeiras, que ataca para a esquerda das cabines de rádio.
-1 minuto. Toninho Vanusa cobra falta de longe, a bola quica na frente de Neneca, que, quase engole um frango ao tentar encaixa-lá, mas a bola se perde em escanteio.
-1 minuto. Na cobrança do escanteio, Jorge Mendonça desvia a bola que iria sobrar limpa para Nei, mas Escurinho se antecipa ao próprio companheiro e perde boa chance. O verdão começava a partida em cima..
-10 minutos. Manguinha dá grande passe para Renato, que tenta deviar de Gilmar, mas o goleiro do Verdão consegue grabde defesa com os pés.
-Duas descidas perigosas do Bugre pelo lado esquerdo do ataque, aproveitando os espaços deixados pelo lateral Rosemiro e a má cobertura de Beto Fuscão.
-29 minutos. Melhor chance do Palmeiras. Rosemiro faz grande jogada, vai a linha de fundo e cruza rasteiro, para trás, Jorge Mendonça ainda tem tempo de ajeitar o corpo antes de bater de primeira, de perna esquerda. A bola sai rente ao gol de Neneca.
-Apesar do Palmeiras ter criado as melhores chances, o Bugre se mostrava mais sólido, mais organizado.
-36 minutos. GOL! Neneca dá um chutão pra frente, a bola sobra para Beto Fuscão que bobeia e Careca toma lhe a bola entreando a Bozó. O ponteiro chuta, Gilmar salva com os pés e na sobra Careca bate firme, rasteiro, para abrir o placar. 1x0 Guarani.
-40 minutos. Jorge Mendonça recebe a bola na intermediária, avança, limpa a jogada e bate de perna esquerda para boa defesa de Neneca.
-41 minutos. Após o escanteio, Escurinho desvia a bola que bate no peito de Alfredo Mostarda e encobre a meta bugrina. A pressão era palmeirense...
-45 minutos. fim do primeiro tempo.
Análise do primeiro tempo Apesar de estar mais bem postado dentro de campo, a equipe do Guarani, acabou jogando de forma muito retraída, o que acabou proporcionando as melhores oportunidades para um Palmeiras desesperado, que necessitava vencer por pelo menos dois gols de diferença. Grande atuação de Zé Carlos deu o equilíbrio necessário ao time campineiro. Enquanto o time da capital se ressentia de uma participação mais ativa de Jorge Mendonça. Portanto, apesar de cinco oportunidades de gol para o Palmeiras, contra apenas duas do Guarani, não há como afirmar que o resultado seria injusto...
Segundo Tempo
-Começa o segundo tempo, com a saída sendo dada pela equipe do Guarani. O Palmeiras volta com Jair Gonçalves no lugar do contundido Beto Fuscão.
-O Verdão tenta apertar, mas o Bugre é mais perigoso nos contra-ataques. Em um deles, Capitão faz grande jogada e Alfredo Mostarda corta o cruzamento, antes que a bola chegasse a Careca.
-15 minutos. Grande passe de Zé Carlos para Careca, que entra sozinho na área, dribla o goleiro Gilmar, mas perde o controle da bola, que acaba ficando atrás dele. O jovem centroavante não se faz de rogado e tenta o gol de calcanhar. Rosemiro salva a bola em cima da linha e coloca a escanteio.
-Todo ataque bugrino é um desespero para a zaga palmeirense. Alfredo Mostarda derruba Careca a centímetros da área, mesmo sendo o último homem, não é expulso(eram outros tempos....). Na cobrançda da falta, Zé Carlos obriga Gilmar a voar no seu canto direito alto para espalmar a bola a córner e fazer grande defesa.
-30 minutos. A torcida do Guarani começa a cantar "está chegando a hora".
-32 minutos. Mauro bate falta de muito longe e Gilmar faz outra grande defesa, salvando o Palmeiras de novo.
-46 minutos. Fim de jogo! Guarani Campeão Brasileiro de 1978!!!!
Análise do segundo tempo
Acho que não é preciso dizer muito a respeito do domínio do Guarani na segunda etapa. Basta ver que foram 4 chances para o time campineiro contra nenhuma do Verdão. Ao final do jogo, foram 6 chances contra 5, a favor do Guarani. Vitória e título mais do que justos.
-Em breve voltaremos com a partida Flamengo 5x1 Atlético-mg, amistoso de 1979, quando Pelé vestiu a camisa 10 do Rubro-Negro. Abraços a todos e até lá...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
História das Copas do Mundo- 1950- Brasil

Pré-Copa
Assim que a Segunda Guerra Mundial acabou, os dirigentes da FIFA trataram logo de marcar um congresso para retomar a disputa da Copa do Mundo. Em 1946, em Luxemburgo, o Brasil apresentou-se como candidato único, e foi escolhido para sediar a Copa.
A princípio, o mundial estava marcado para 1949. Porém, com as dificuldades num mundo pós-guerra, acabou-se chegando a um acordo de deisputá-lo um ano depois, em 1950.
Neste mesmo congresso, a Taça passa a se chamar Jules Rimet. E fica estabelecido, que a primeira seleção que conseguisse conquistá-la por 3 vezes, teria sua posse definitiva.
Os países britanicos voltaram a integrar a FIFA, assim como a URSS, que teve sua filiação aceita(mas como o projeto dos soviéticos era a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1952, eles não se inscreveram nas eliminatórias).
Em 1948,em novo Congresso, dessa vez realizado em Londres, o Brasil consegue alterar oregulamento de disuta da Copa. Pela primeira e única vez, o campeão seria apontado depois de um quadrangular, onde todos jogariam contra todos.
O Brasil prometeu a cosntrução do maior estádio do mundo. O Maracanã. E prometia também, uma seleção muito forte.
Apesar de tudo, teríamos ausencias importantes. A Alemanha Ocidental(os alemães também estavam suspensos pela FIFA, mas foram anistiados e se recusaram a jogar), por razões óbvias, não poderia jogar o Mundial. Assim como Áustria e Tchecoslováquia. Bélgica, Bulgária, Romenia e Hungria também não. O Japão estava suspenso pela FIFA. E foi assim, com várias desistencias teriam início as eliminatórias. Peru e Equador também desistem. Colombia, com a sua liga pirata, não tem uma seleção e pior, ao contratar os craques argentinos, faz com que os hermanos desistam de participar.
As Eliminatórias
Grupo 1. Este foi o grupo do torneio britanico. Inglaterra e Escócia ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, e se classificaram, eliminando País de Gales e Irlanda.
Grupo 2. A Turquia goleou a Síria, por 7x0 e se qualificou.
Grupo 3. Iuguslávia venceu Israel e França e se classificou.
Grupo 4. Suiça derrota Luxemburgo e vem ao Brasil.
Grupo 5. Suécia se garante, ao vencer Irlanda do Norte e Finlandia
Grupo 6. Espanha vence Portugal e se garante no Mundial.
Grupo 7. Com a desistencia da Argentina, Chile e Bolívia estão na Copa
Grupo 8. Uruguai e Paraguai vem ao Brasil, depois da desistencia de Peru e Equador.
Grupo 9. México e Eua eliminam Cuba e carimbam o passaporte.
Grupo 10. Índia se classifica com a suspensão do Japão e as desistencias de Filipinas e Birmania.
Preparativos Finais
Mesmo depois de definidos os 16 classificados, as desistencias continuavam. A Índia, não quis comparecer, pois sua equipe joagava descalça e a FIFA obrigava a jogar o Mundial calçados. A Escócia alegou que não tinha chance e também não veio. A Turquia seguiu o mesmo caminho.
Começava a faltar times. A FIFA convidou Portugal, que agradeceu mas não veio. A França até se propos a vir, mas quando ficou sabendo que jogaria um jogo em Porto Alegre e outro em Recife desistiu, esquecendo-se do quanto fizera o Brasil viajar 12 anos antes.
Somente 13 seleções viriam ao Brasil. E até entre elas havia problemas. A Itália, atual bicampeã, sofreu com um acidente aéreo que matou todo o fantástico time do Torino, base da seleção. Veio enfraquecida.
Os organizadores brasileiros também deram sua pitada para "avacalhar" a Copa. Ao invés de, como na Copa de 30, que também só tinha 13 seleções, sortear-se um grupo com 4 equipes, e 3 com 3, eles preferiram manter o sorteio original, com dois grupos de 4, um de 3 e, incrível, um com apenas 2 equipes.
Enquanto isso, o Brasil ia se concentrando e treinando. O time ficou reunido por quatro meses, a maior parte desse tempo em Araxá, Minas Gerais. O técnico Flávio Costa usou como base o time do Vasco, que era conhecido como "Expresso da Vitória". E sofria duras críticas por isso(a imprensa o achava carioca demais). Os paulistas, reclamavam a ausencia do ponta do Corinthians, Cláudio, que foi substituído pelo vascaíno Alfredo II.
Flávio também gostava de zagueiros duros, que não fossem ao ataque e jogassem sério. Por isso, Nílton Santos, então já o melhor zagueiro pela esquerda do Brasil, ficou no banco de reservas, cedendo seu lugar a Bigode.
Apesar de todos os problemas, a seleção era forte. Tinha Zizinho, Jair, Ademir, Friaça, Barbosa. E tinha o gigante do Maracanã, inaugurado pouco antes da Copa, tinha tudo para intimidar os adversários da seleção. A festa enfim, ia começar.
A Copa
Finalmente, no dia 24 de Junho, começava a quarta Copa do Mundo. Em um Maracanã ainda em obras, o Brasil passeou diante do México, que estreava em seu gol o lendário Carbajal. 4x0 foi pouco. Ademir fez dois, Jair e Baltazar completaram a goleada. A seleção começava bem.
No dia seguinte, o complemento da rodada. Pelo Grupo 1, em Belo Horizonte, a Iuguslávia passou tranquilamente pela Suiça. O primeiro gol, porém, só surgiu aos 15 minutos do segundo tempo. Toamsevic bateu forte, rasteiro, de pé esquerdo. Aos 25, Tomasevic fez um gol que mais paraceia o replay do primeiro. E, aos 30, Mitic(o melhor jogador Iuguslavo) deu brilhante passe para Ognjanov tocar na saída de Stuber.
Pelo Grupo 2, em Curitiba, logo no começo do jogo entre Espanha e Eua, um lance polemico. Basora foi a linha de fundo e cruzou para trás. Igoa chutou, a bola passou no meio das pernas do arqueiro Borghi e entrou. Mas o árbitro brasileiro Mário Vianna não deu o gol. A zebra deu o ar da sua graça aos 17 minutos do primeiro tempo. Aproveitando falha de Inaki, Souza abre o placar para os norte-americanos. Apesar de toda a pressão, a Espanha só consegue chegar ao empate aos 30 minutos da segunda etapa, através de Basora. O goleiro Borghi vai fazendo milagres, mas aos 33, em cruzamento no segundo poste, Basora pega de primeira, sem deixara bola cair e marca. Aos 40, após lançamento longo, Zarra faz o terceiro. A dificuldade encontrada pela Espanha, porém era o prenúncio de que os EUA poderiam aprontar na Copa..
Completando o Grupo, no Maracanã, os ingleses finalmente estreavam em mundiais. Mas quem ataca primeiro é o Chile. Robredo perde duas chances claras de gol. Na base do chuveirinho, Mullen cruza e Mortensen de cabeça, faz 1x0, aos 27 da primeira etapa.No segundo tempo,Mortensen dribla dois e rola para Mannion chutar rasteiro, no canto direito do goleiro. Placar final Inglaterra 2x0 Chile.
Completando os jogos do dia, no Pacaembu, jogaram Suécia e Itália. Svensson já tinha feito grande defesa em finalização de Capello, quando, aos 7, Cappelese abre o placar. Ainda no primeiro tempo, porém a virada sueca. Jepsson entra sozinho pela esquerda e bate cruzado para empatar. Depois, em bola mal rebatida pela defesa italiana, Andersson vira.
Aos 23 do segundo tempo, após bela jogada de Skoglund, novamente Jepsson faz 3x1. A Azzurra ainda desconta com Muccinelli, mas fica nisso, 3x2 Suécia.
No dia 28, o início da segunda rodada. No Pacaembu, jogavam Brasil e Suiça. Para esta partida, Flávio Costa fez quatro alterações. Entraram Bauer, Rui, Noronha e Alfredo. Os tres primeiros jogavam no São Paulo e foram escalados como forma de apaziguar um pouco as críticas de que a seleção era "extremamente carioca".
O fato é que o Brasil jogou muito mal. Logo aos 3 minutos, Friaça dribla o zagueiro e vai a linha de fundo, mas a bola saí. Mesmo assim ,ele cruza, Ademir fura e Alfredo completa para abrir o marcador. Todos no estádio viram que a bola havia saído. Menos o árbitro espanhol Azon. Aos 17, Bickel cruza a bola, Barbosa e Rui ficam assistindo ela passear pela área e Fatton empata. Ainda no primeiro tempo, aos 32, Baltazar faz de cabeça, Brasil 2x1.
No segundo tempo, a seleção joga um futebol sem a menor inspiração e é castigada quando aos 43, Bickel lança Fatton nas costas de Bauer, ele chuta cruzado e empata o jogo. O Brasil deixa o campo sob vaias.
No dia 29, em Porto Alegre, a Iguslávia goleou o México, por 4x1 com gols de Bobek, Cajkovski(2) e Tomasevic contra um de penalti, marcado por Ortiz. Com este resultado, a Iuguslávia jogaria pelo empate, na última rodada, contra o Brasil. O medo de uma eliminação logo na primeira fase, fez com que a seleção fosse ainda mais criticada.
No Maracanã, a Espanha derrota o Chile por 2x0, gols de Basora e Zarra. Mas a partida não foi tão fácil quanto parece. O grande nome do jogo foi o goleiro espanhol Ramallets, que travou e venceu o duelo particular contra o atacante Robledo.
Em Belo Horizonte, no estádio Independencia, acontecia o que é considerado até hoje a maior zabra da história das Copas. O English Team pressionou com seu tradicional chuveirinho, perdeu gols, chutou bolas na trave, enfim, tudo fez menos o gol. Gol esse que a equipe amadora dos EUA conseguiu fazer aos 38 minutos do primeiro tempo, com o descendente de Haitianos Gaetjens, de cabeça. O goleiro Borghi continuou segurando tudo na segunda etapa. E, os presunçosos inventores do futebol caíam de seu cavalo. Perdiam por 1x0.
Dois fatos curiosos marcaram os "bastidores" desta zebra. O autor do gol, lavava pratos nos EUA, e dois anos depois da Copa resolveu voltar ao Haiti. Como ele era fugitivo crminoso, foi assassinado pelo ditador Papa Doc. E o outro, foi que os jornais britanicos, ao receberem a notícia do resultado do jogo, acreditaram ser um erro. E, divulgaram para todo mundo que o placar havia sido Inglaterra 10x 0 EUA e não 1x0 para os norte-americanos. Depois tiveram que consertar a notícia...
Completando a segunda rodada, os atuais campeões olimpícos, os suecos, se classificaram no Grupo 3, ao empatar em 2x2 com o Paraguai, com gols de Sundquist e Palmer contra dois de López.
No dia 1 de Julho, havia apreensão no ar. Um simples empate eliminava o Brasil da Copa. E o adversário era forte. A Iuguslávia era vice-campeã olimpíca. Zizinho, mesmo ainda com dores no joelho, estava de volta. E comandou uma belíssima apresentação da seleção.
Logo aos 4 minutos, Maneco acha Ademir que fuzila o goleiro Mrkusic e abre o placar. Vale ressaltar que o time iuguslavo jogou, por praticamente 20 minutos, com 10 jogadores, pois o craque do time, Mitic, abriu a cabeça ao bater numa lampada a caminho do campo. Ainda no primeiro tempo, Zizinho tem um gol mal anulado pelo árbitro gales, Griffiths.
Aos 24 mintuos da segunda etapa, Zizinho bate cruzado e garantiu a classificação brasileira. O alívio era geral. a seleção havia jogado bem.
No dia 2, apenas para cumprir tabela, a Suiça venceu o México por 2x1, com gols de Bader, Tamini e Casarin descontando.
Em Recife, o Chile goleava os EUA, por 5x2. Robledo e Riera fizeram 2x0, mas Wallace descontou ainda no primeiro tempo. Maca empatou o jogo, logo aos 3 minutos da etapa derradeira, mas depois só deu a equipe sul-americana. Prieto e Cremaschi(2) completaram o marcador.
Enquanto isso, no Maracanã, a Fúria Espanhola despachava de vez a Inglaterra, com um gol marcado por Zarra. Os inventores do futebol estavam eliminados e humilhados...
No Pacaembu, a Itália se despediu honrosamente ao derrotar o Paraguai, por 2x0. Com gols de Capellese e Pandoltini.
E, finalmente, entrava em campo, o Grupo 4. Formado por apenas duas seleções. Teve apenas essa partida. Na verdade, não houve jogo, foi um massacre. O Uruguai detonou a Bolívia por sonoros 8x0. O primeiro tempo acabou 4x0, com gols de Miguez(2), Vidal e Schiaffino. Há um ditado que diz que se qutro vira, oito termina. E foi assim mesmo que aconteceu. De novo Schiaffino, Perez, Gigghia e mais um de Miguez deram números finais ao massacre.
A Fase Final
Pela primeira e única vez na história dos Mundiais, os quatro classificados disputariam um turno final, com todos jogando contra todos.
A primeira rodada aconteceu dia 9 de Junho. No Pacaembu, Gigghia abriu o placar para a Celeste Olimpíca, diante da Espanha. Mas Basora, marcou duas vezes e virou o placar ainda no primeiro tempo. Apenas a 15 minutos do fim da partida, Obdúlio Varela conseguiu o tento de empate.
No Maracanã, diante de mais de 150.000 pessoas, o Brasil deu um show. Após intensa pressão, aos 17 minutos, Jair serve Ademir, que chuta e faz 1x0. Aos 36, novamente Ademir toca na saída do goleiro 2x0. Aos 39, Chico dá um corte seco no zagueiro e faz 3x0
O show continuou depois do intervalo. Logo aos 7, Ademir bateu forte e fez 4x0. Aos 13, O mesmo Ademir passou pelos zagueiros e fez 5x0. Andersson , de penalti, desconta para uma atonita Suécia, aos 22. Aos 40, Maneca aproveita cruzamento na segunda trave e marca o sexto. E, para terminar o chocolate, Chico faz mais um, aos 43. Final, Brasil 7x1 Suécia. A confiança na seleção era total...
No dia 13 de Julho, a segunda rodada foi disputada. No Pacaembu, a zaga uruguaia falha e Palmer domina para chutar alto, sem defesa para Máspoli, logo aos 5 minutos. Jepsson acerta o travessão da Celeste. Os suecos era melhores na partida. Aos 39, porém, um golaço. Gigghia corta para o meio e acerta uma bomba no angulo de Svensson. 1x1. Os uruguaios não tiveram nem tempo para comemorar. Na saída de bola, nova falha da zaga e Sudqvist faz 2x1.
Na segunda etapa, o Uruguai vem com tudo para cima. Svensson vai salvando o bombardeio até onde pode. Mas, aos 32, Miguez empata a partida. Aos 40, Svensson sai mal num cruzamento, a bola para Júlio Perez que cruza para Miguez marcar o gol da vitória. 3x2.
No Maracanã, mais um show brasileiro. Logo aos 2 minutos, Chico perde boa oportunidade. A Espanha responde com Zarra, que sozinho, chuta para fora. Aos 15, Ademir deriva da esquerda para o meio e chuta, a bola bate em Parra e entra. Aos 21, Jair começa a jogada no meio de campo e vai carregando a bola, sem ser importunado. Na entrada da área, ele bate e faz o segundo. Aos 31, Chico passa por dois marcadores e chuta prensado. A bola sobra para Ademir, que também é travado na hora da finalização. A pelota, entretanto, volta a se oferecer a Chico que marca 3x0. Na comemoração, Chico é atingido por um foguete lançado pela torcida brasileira e fica fora de campo, sendo atendido por quase 10minutos.
No segundo tempo, mais do mesmo. Aos 10, Ademir ganha do zagueiro e só rola para Chico fazer 4x0. Dois minutos depois, Ademir marca o quinto gol. Então, as mais de 160.000 pessoas no estádio começam a acenar para os espanhóis com lenços brancos, entoando a famosa marchinha "Touradas de Madrid". Um espetáculo arrepiante, que se ouve ao fundo da narração da Rádio Nacional. Aos 22, Zizinho aproveita bola mal rebatida pela zaga e marca o sexto. Aos 25, Bigode escorrega e Basora quase marca. Seria um prenúncio do que estava por vir...Aos 26, bela jogada de Basora pela direita e, Igoa, em impedimento(o offisde fica claro ao se ver as imagens do especial Espana en Brasil) faz lindo de gol de voleio.
No restante da partida, o Brasil apenas tocou a bola. Foi uma atuação soberba e que credenciava a seleção a jogar apenas pelo empate contra o Uruguai, para se sagrar campeão Mundial de futebol.
A terceira rodada foi disputada no dia 16 de Junho, no Pacaembu, a Suécia venceu a Espanha, por 3x1. Com gols de Sundqvist, Melberg e Palmer com Telmo descontando e termina a Copa na terceira colocação.
Brasil x Uruguai-Antes do Jogo
Para atender aos mais diversos interesses políticos(afinal era ano de eleição e todos queriam se beneficiar da conquista da seleção), foi decidido que a equipe deixaria a tranquilidade da concentração na Estrada do Joá(calma e praticamente inacessível para pessoas de fora)para São Januário. A justificativa era ficar mais perto do calor do jogo.
Só que ao invés de ficarem concentrados na partida, os jogadores tinham que assistir inúmeros discursos de políticos. Com isso, seus horários de refeição, descanso a até mesmo de treino foram alterados e o foco não ficou na partida decisiva. Vale lembrar que um mes antes da Copa, o Brasil havia enfrentado o Uruguai, pela Copa Rio Branco, e haviam sido duas partidas duríssimas, vencidas pelos brasileiros por 3x2(Ademir, Juán González contra e Chico, com Vilamide e Nílton Santos contra descontando) e 1x0(Ademir). Portanto, todos sabiam que a partida seria difícil.
Além dos políticos, a torcida e a imprensa já faziam o clima de oba-oba total. Para eles, o Brasil já era o campeão do mundo, sendo a partida contra os uruguaios, uma mera formalidade.
Pelo lado da Celeste, na manhã da partida, seu capitão, Obdúlio Varela, foi andar por Copacabana quando se deparou com um jornal que colocava como manchete da primeira página a foto dos jogadores brasileiros com os seguintes dizeres "Estes são os novos campeões do Mundo de futebol".
Varela comprou todos os exemplares das bancas pelas quais passou. Voltou ao hotel, espalhou o jornal pelo chão do banheiro(naquela época o banheiro era coletivo, um por andar e não individual), chamou seus companheiros e, aos berros, bradou,-"Para eles, já estamos derrotados. Vamos mostra que não estamos mortos. Agora mijem neles!". Foi com esse espírito que eles chegaram ao Maracanã.
Brasil x Uruguai- A partida
A partida começa equielibrada. As mais de 200.000 pessoas presentes ao Maracanã esperam uma nova goleada e show brasileiro. Mas não é isso que acontece.
O Brasil parece nervoso. Erra mais passes do que o habitual. O Uruguai consegue travar a seleção e leva perigo, quase sempre pela direita, onde Gigghia leva vantagem sobre Bigode e a falta de cobertura de Juvenal.
Ademir chuta duas vezes para defesas de Máspoli. Aos 16, Gigghia toca para Schaiffino que perde boa oportunidade. Aos 21, novamente Ademir, desta vez de cabeça, obriga o goleiro uruguaio a mais uma defesa. Aos 35, Miguez chuta de longe e a bola explode na trave de Barbosa. Aos 42, Ademir perde mais uma chance. O primeiro tempo chega ao fim, equilibrado.
Logo no recomeço da partida, Friaça abre o marcador para o Brasil. Obdúlio Varela reclama com o árbitro(nem ele sabia o que estava reclamando, confessou depois, o que ele realmente queria era esfriar o time e a torcida). O Uruguai cresce. Chico e Gambeta se desentendem. Aos 12, Schiaffino perde boa chance. A torcida começa a se calar. A goleada e o show, não vem.
Aos 20, Júlio Perez lança Gigghia que ganha de Bigode e cruza para Schiaffino empatar a partida. A torcida se cala de vez. Ouvem-se então os gritos cada vez mais altos de Obdúlio Varela. E consegue-se "ouvir" o silencio dos assustados jogadores brasileiros.
Aos 34, novamente a jogada se repete, Júlio Perez lança Gigghia, que vence Bigode na corrida. Juvenal não chega para a cobertura e o ponta-direita vai avançando. Barbosa pensa que ele irá repetir a jogada do primeiro gol e dá um passo a frente, para cortar o cruzamento. Ledo engano, Gigghia bate rasteiro, forte, entre a trave e o arqueiro brasileiro. Era o gol da virada uruguaia.
A partir daí, o Brasil se lança ao ataque, mas cede mais espaços para o contra-ataque da Celeste. Aos 41, Ademir perde um gol da marca do penalti.
O jogo chega ao fim. O Uruguai era bicampeão mundial de futebol. Os jogadores brasileiros choram e, até erram o vestiário pelo qual deveriam descer. Jules Rimet, que abandonara as tribunas de honra ainda com a partida empatada, chega ao gramado, certo que iria entregar a Taça para o capitão brasileiro. Leva um susto, e até sente-se constrangido em entregá-la para Obdúlio Varela, que, a esta altura, já não berra mais. Já estava sem voz, exausto, mas satiseito por ter liderado seu time a um triunfo que parecia impossível.
Para a seleção brasileira, ficaria mais uma lição, que só seria aprendida de verdade, oito anos depois. Foi esta também, a última partida do Brasil com a camisa branca, aposentada depois do Maracanazzo, sobre alegação que dava azar. A camisa amarela, a "canarinho" seria a nova vestimenta de uma seleção marcada pela infeliz derrota, na tarde de 16 de Junho de 1950...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Exercício de imaginação- Hungria 54 x Holanda 74
Caros amigos, hoje começa uma nova série, inspirada em sugestão de André Rocha(http://blogs.abril.com.br/futebolearte) e vou, em um ato da mais puro devaneio, imaginar como seriam partidas que não aconteceram, em Copas do Mundo, Campeonatos de clubes ou até mesmo, como é o caso de hoje, entre equipes de épocas distintas.
Eis que a máquina do tempo, inventada por Doc Brown, na trilogia De Volta para o futuro, cai nas mãos de um fanático por futebol, como este que vos escreve. Penso, qual seria uma partida que adoraria ver, mas nunca aconteceu.
Flamengo de 81 contra o Santos de Pelé(esta fica pra depois), Brasil de 82 contra o Brasil de 70, enfim, as opções eram tantas que quase acabei desistindo da idéia. Mas aí, ao ler o novo livro de Mauro Beting, As melhores seleções estrangeiras de todos os tempos, tive a vontade de assistir in loco, a Hungria de 1954 enfrentar a Holanda de 1974.
Entrei no DeLorean e fui para a Alemanha Ocidental, em 1974. Chego 2 dias antes da final, e me encaminho para o hotel onde os holandeses estvam concentrados. Encontro Cruyiff, fumando seu cigarro e exponho a ele minha idéia. Amante do bom futebol, ele me pede 10 minutos para reunir o time. Embarcamos todos de volta a 1954, um pouco antes da Copa.
Convencer o time húngaro não foi difícil. Bastou mostrar a eles o que os "laranjas" sabiam fazer com a bola. E a partida foi marcada para o dia seguinte, em Wembley, numa nova versão do "jogo do Século".
Os times perfilados. Puskas e Cruyiff se olhavam com admiração. Os times estavam completos. A Hungria com Grocsis, Buzansky, Lorant, Zakarias, Lantos, Boszik, Puskas, Budai, Kocsis, Hidegkuti e Czibor.
Os holandeses vinham de Jongbloed, Suurbier, Haan, Rijsbergen e Krol, Jansen, Nesekens e Van Hanegem, Rep, Cruiyff e Resembrink.
A partida começa e, como de hábito os húngaros saem para o ataque. Boszik manda no meio de campo e Puskas está endiabrado. É dele o passe para Budai passar por Van Hanegen(que estava na Lateral esquerda) e cruzar. Kocsis, ao seu estilo, de cabeça faz 1x0, logo aos 7 minutos.
A partida é maravilhosamente disputada. Neskens e Cruiyff trocam de posição e lançam Rep, o ponta(ou seria centroavante) perde boa oportunidade, pois Grocsis deixou a grande área para cortar o lance.
Mesmo sofrendo marcação individual de Jansen, Puskas joga demais. Aos 20 minutos, Hidegkuti vai armar como meia e dá lindo passe para Puskas, que passa por seu marcador e pelo goleiro Jongbloed e faz 2x0.
Rinus Michels está atonito. Ele grita para seus jogadores. -"Não vim do futuro perder, vamos jogar bola". A bronca parece que dá resultado. Cruiyff(sempre ele) sai com a bola dominada do seu campo de defesa e lança Rep na ponta esquerda, se aproveitando da subida de Lantos. Rep avança e é derrubado na área. Penalti que Nesekens cobra e diminui.
Porém, logo na saída de bola, uma linda trama como só a Hungria sabia fazer. Bola de pé em pé até que Hidegkuti desse o toque final.
Final do primeiro tempo, Hungria 3x1 Holanda. Uma cena porém chama a minha atenção. A tranquilidade demonstrada por Michels. O mago holandes deve ter algum trunfo para a segunda etapa.
A partida recomeça e logo na saída de bola, Boszik é cercado por seis holandeses. É o pressing do futebol total que ainda não havia sido utilizado e que deixou todos de boca aberta. A bola foi retomada e, ao melhor estilo carrossel, quem fez o gol foi o zagueiro Haan. 3x2.
A Hungria está atordoada. O melhor preparo físico da laranja começa a falar mais alto. Michels ri no banco de reservas quando Resembrink empata a partida. Sua tática estava dando certo.
Porém, a Holanda atacou com quase todo mundo, e Jansen perdeu a bola. Boszik imediatamente lançou Hidegkuti, este passou para Puskas usar sua canhota e fazer 4x3. Eram 38 minutos do segundo tempo.
Acontece que futebol romantico é isso aí. Agora, quem parte para o ataque sem se preocupar em garantir o resultado, é a Hungria. Michels grita algo, mas não é ouvido. Cruiyff, porém, craque como sempre, entende seu treinador. É hora de um último pressing.
Novamente os holandeses recuperam a bola e lançam para Rep. Este aproveita o corredor a sua frente e atraí o goleiro Grocsis, que abandonara a meta. Inteligente, Rep apenas rola para o lado, onde o número 14 acompanhava a jogada. Gol da Holanda. Gol de Cruiyff! 4x4! Uma partida como estas não merecia mesmo ter um perdedor. E, como disse Mauro Beting, se houvesse uma prorrogação, a Alemanha(que venceu as duas na vida real)venceria a partida....
O árbitro ingles Mr. Ellis aponta o final da partida. Puskas e Cruiyff se cumprimentam e trocam de camisa. Então volto com so holandeses para o ano de 74. Até hoje, me pergunto se eles me culpam por terem cansado, ao jogar esta "partida dos sonhos" antes da final. Não sei a resposta, mas, com certeza, eu faria tudo de novo.
Espero que tenham gostado deste exercício de imaginação. Em breve voltaremos com mais jogos incríveis e improváveis
Eis que a máquina do tempo, inventada por Doc Brown, na trilogia De Volta para o futuro, cai nas mãos de um fanático por futebol, como este que vos escreve. Penso, qual seria uma partida que adoraria ver, mas nunca aconteceu.
Flamengo de 81 contra o Santos de Pelé(esta fica pra depois), Brasil de 82 contra o Brasil de 70, enfim, as opções eram tantas que quase acabei desistindo da idéia. Mas aí, ao ler o novo livro de Mauro Beting, As melhores seleções estrangeiras de todos os tempos, tive a vontade de assistir in loco, a Hungria de 1954 enfrentar a Holanda de 1974.
Entrei no DeLorean e fui para a Alemanha Ocidental, em 1974. Chego 2 dias antes da final, e me encaminho para o hotel onde os holandeses estvam concentrados. Encontro Cruyiff, fumando seu cigarro e exponho a ele minha idéia. Amante do bom futebol, ele me pede 10 minutos para reunir o time. Embarcamos todos de volta a 1954, um pouco antes da Copa.
Convencer o time húngaro não foi difícil. Bastou mostrar a eles o que os "laranjas" sabiam fazer com a bola. E a partida foi marcada para o dia seguinte, em Wembley, numa nova versão do "jogo do Século".
Os times perfilados. Puskas e Cruyiff se olhavam com admiração. Os times estavam completos. A Hungria com Grocsis, Buzansky, Lorant, Zakarias, Lantos, Boszik, Puskas, Budai, Kocsis, Hidegkuti e Czibor.
Os holandeses vinham de Jongbloed, Suurbier, Haan, Rijsbergen e Krol, Jansen, Nesekens e Van Hanegem, Rep, Cruiyff e Resembrink.
A partida começa e, como de hábito os húngaros saem para o ataque. Boszik manda no meio de campo e Puskas está endiabrado. É dele o passe para Budai passar por Van Hanegen(que estava na Lateral esquerda) e cruzar. Kocsis, ao seu estilo, de cabeça faz 1x0, logo aos 7 minutos.
A partida é maravilhosamente disputada. Neskens e Cruiyff trocam de posição e lançam Rep, o ponta(ou seria centroavante) perde boa oportunidade, pois Grocsis deixou a grande área para cortar o lance.
Mesmo sofrendo marcação individual de Jansen, Puskas joga demais. Aos 20 minutos, Hidegkuti vai armar como meia e dá lindo passe para Puskas, que passa por seu marcador e pelo goleiro Jongbloed e faz 2x0.
Rinus Michels está atonito. Ele grita para seus jogadores. -"Não vim do futuro perder, vamos jogar bola". A bronca parece que dá resultado. Cruiyff(sempre ele) sai com a bola dominada do seu campo de defesa e lança Rep na ponta esquerda, se aproveitando da subida de Lantos. Rep avança e é derrubado na área. Penalti que Nesekens cobra e diminui.
Porém, logo na saída de bola, uma linda trama como só a Hungria sabia fazer. Bola de pé em pé até que Hidegkuti desse o toque final.
Final do primeiro tempo, Hungria 3x1 Holanda. Uma cena porém chama a minha atenção. A tranquilidade demonstrada por Michels. O mago holandes deve ter algum trunfo para a segunda etapa.
A partida recomeça e logo na saída de bola, Boszik é cercado por seis holandeses. É o pressing do futebol total que ainda não havia sido utilizado e que deixou todos de boca aberta. A bola foi retomada e, ao melhor estilo carrossel, quem fez o gol foi o zagueiro Haan. 3x2.
A Hungria está atordoada. O melhor preparo físico da laranja começa a falar mais alto. Michels ri no banco de reservas quando Resembrink empata a partida. Sua tática estava dando certo.
Porém, a Holanda atacou com quase todo mundo, e Jansen perdeu a bola. Boszik imediatamente lançou Hidegkuti, este passou para Puskas usar sua canhota e fazer 4x3. Eram 38 minutos do segundo tempo.
Acontece que futebol romantico é isso aí. Agora, quem parte para o ataque sem se preocupar em garantir o resultado, é a Hungria. Michels grita algo, mas não é ouvido. Cruiyff, porém, craque como sempre, entende seu treinador. É hora de um último pressing.
Novamente os holandeses recuperam a bola e lançam para Rep. Este aproveita o corredor a sua frente e atraí o goleiro Grocsis, que abandonara a meta. Inteligente, Rep apenas rola para o lado, onde o número 14 acompanhava a jogada. Gol da Holanda. Gol de Cruiyff! 4x4! Uma partida como estas não merecia mesmo ter um perdedor. E, como disse Mauro Beting, se houvesse uma prorrogação, a Alemanha(que venceu as duas na vida real)venceria a partida....
O árbitro ingles Mr. Ellis aponta o final da partida. Puskas e Cruiyff se cumprimentam e trocam de camisa. Então volto com so holandeses para o ano de 74. Até hoje, me pergunto se eles me culpam por terem cansado, ao jogar esta "partida dos sonhos" antes da final. Não sei a resposta, mas, com certeza, eu faria tudo de novo.
Espero que tenham gostado deste exercício de imaginação. Em breve voltaremos com mais jogos incríveis e improváveis
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Jogos históricos- Flamengo 1x0 Vasco- Jogo decisivo do Campeonato Carioca de 1978
-Hoje vamos falar do jogo que decidiu o segundo turno do campeonato carioca de 1978, entre Flamengo x Vasco.
Porque é histórico Simplesmente porque marcou o início da série avassaladora de títulos conquistados pelo Flamengo, entre os anos de 78-83, que até hoje é conhecido como "A Era Zico". Situação da partida O Flamengo já havia sido campeão do primeiro turno, a Taça Guanabara, o que já lhe garantia um lugar na final do campeonato, contra o eventual vencedor do segundo turno. No segundo turno, por uma coincidencia da tabela, Flamengo e Vasco se enfrentaram na última rodada, o que acabou conferindo a partida o ar de decisão do segundo turno. O clube de São Januário liderava a competição com 20 pontos, 10 jogos e incríveis 10 vitórias, com 33 gols a favor e 5 contra. Já o rubro-negro, somava 19 pontos, com nove vitórias e um empate(2x2 Contra o Madureira. Havia marcado 30 gols e sorfido 5. Como se ve, o Vasco jogava pelo empate para ser campeão do segundo turno e decidir o campeonato contra o próprio Flamengo, que, por sua vez, necessitava da vitória para vecer também o turno, e, sagrar-se campeão carioca direto, sem necessidade da final.
Ficha da Partida Flamengo 1x0 Vasco Local Maracanã Data 3-12-1978 Árbitro José Roberto Wright Público 120.433 Gol Rondinelli 42 do segundo tempo. Cartão vermelhos Guina e Zico Flamengo Cantarelli, Toninho, Manguito, Rondinelli e Júnior, Carpeggiani, Adílio e Zico, Marcinho, Cléber(Eli Carlos) e Tita(Alberto). Técnico Cláudio Coutinho Vasco Leão, Orlando, Abel, Gaúcho e Marco Antonio, Helinho, Guina e Paulo Roberto, Wilsinho(Paulo César), Roberto e Ramon(Paulinho). Técnico Orlando Fantoni
O jogo, Lance a lance
Primeiro Tempo
-Começa a partida, o Vasco dá a saída e ataca para a esquerda das cabines de rádio.
-2 minutos. Escanteio cobrado por Marcinho para firme cabeçada de Zico. Leão faz boa defesa e não dá rebote.
-9 minutos. Tita pega Helinho por trás. O que hoje seria cartão vermelho, não foi nem amarelo...
-14 minutos. Zico recebe passe na intermediária e, mesmo escorregando, ganha a jogada de Gaúcho. Depois passa por mais dois e, da entrada da área, bate de perna esquerda, para mais uma boa defesa de Leão.
-24 minutos. Tita tenta dar o drible da vaca em Marco Antonio, mas este se antecipa e toma a bola. Só que o lateral do Vasco bobeia e Tita recupera a bola e cruza forte a meia altura, Gaúcho tenta cortar, pega na "orelha" da bola e ela vai para trás, obrigando Leão a fazer uma grande defesa, espalmando a córner.
-29 minutos. Bandeirinha dá um impedimento equivocado de Cléber, que sairia na cara do gol.
-46 minutos. Primeira chance do Vasco. Roberto passa fácil por Manguito, se livra de Rondinelli, mas chuta fraco de esquerda e Cantarelli pega sem problemas.
-47 minutos. José Roberto Wright apita o final do primeiro tempo.
Análise do primeiro tempo Foi um primeiro tempo que não correspondeu as expectativas da partida. O Vasco entrou recuado, pois o empate já lhe servia. Já o Flamengo, jogando em um 4-2-2-2 com Carpeggiani e Adílio vindos de trás, Zico e Tita como meias e Marcinho e Cléber(devido a ausencia de Cláudio Adão) mais a frente, se resentiu muito de jogadas pelas pontas, embolou demais o jogo pelo meio e não atacou como quem necessitava da vitória para se sagrar campeão. Ao final da primeira etapa, foram apenas 3 chances de gol para o rubr-negro, contra uma, já nos acréscimos para o time de São Januário.
Segundo Tempo
-Fla dá a saída e começa a segunda etapa. Vasco volta com Paulinho em lugar de Ramon.
-3 minutos. Wilsinho avança pela ponta direita e cruza. Paulinhi se antecipa a Rondinelli e finaliza para fora.
-14 minutos. O mesmo Bandeirinha que havia assinalado impedimento inexistente no primeiro tempo, volta a errar, desta vez prejudicando o Vasco. Paulinho coloca a bola na frente, onde estava Roberto(este sim em posição irregualar),mas o centroavante não participa da jogada e Paulinho segue sozinho na jogada, ficando cara a cara com Cantarelli. Inexplicavelmente, o auxiliar assinala o impedimento inesistente.
-Algumas alterações táticas do segundo tempo no time rubro-negro. Zico foi jogar de centroavante. Tita passou a ponta esquerda e Marcinho abriu na direita.
-21 minutos. Vendo que Zico estava isolado na frente, Coutinho tira Cléber e coloca Eli Carlos, para fazer comapania ao galinho.
-25 minutos. Zico toca a Adílio que devolve a Carpegianni, este toca de primeira para Zico, que domina e chuta a queima roupa. Leão faz outra brilhante defesa e evita o gol rubro-negro.
29 minutos. Toninho lança Marcinho que ajeita de cabeça para Zico. O Galinho chuta prensado e a bola sobra para Marcinho chutar de primeira, Orlando desvia a bola e salva o gol, pois Leão já estava batido.
-31 minutos. Fantoni sente a melhora do Flamengo e tira o ponteiro Wilsinho para colocar o volante Paulo César. Tenta com isso fechar o meio de campo e garantir o empate.
-38 minutos. Guina lança Roberto que passa por Rondinelli(que no segundo tempo era quem marcava individualmente o avante vascaíno) e cruza. Paulinho,frente a frente com Cantarelli, chuta de tornozelo e manda para fora a melhor chance do Vasco vencer o segundo turno.
-41 minutos. GOL! Júnior tenta o cruzamento e Marco Antonio, sozinho coloca a bola para escanteio. Zico cobra o córner alto, Rondinelli, o "Deus da Raça" vem correndo desde a entrada área e cabeçeia nas costas de Abel, sem dar a menor oportunidade de defesa a Leão. Flamengo 1x0 Vasco.
-44 minutos. Alberto entra em lugar de Tita. Substituição apenas para ganhar tempo.
-46 minutos. Zico faz uma falta em Helinho e Guina o agride. O camisa 10 do Mengo revida e e os dois são expulsos porJosé Roberto Wright. A partida fica parada por mais de cinco minutos.
-54 minutos. Fim de jogo. Flamengo vence o Vasco e se sagra campeão carioca de 78. Análise do Segundo Tempo
A segunda etapa foi bem mais qquilibrada que a primeira. O Vasco saiu um pouco mais para o jogo e equilibrou a partida. Foram 3 chances de gol para o Mengo contra duas para o Vasco. No final, a vitória acabou sendo merecida, pois o time que mais buscou o ataque, venceu.
-Total de chances nos dois tempos. 6 para o Flamengo, 3 para o Vasco.
Notas dos Jogadores
Flamengo
Cantarelli. Quase não foi exigido, pois o Vascom pouco atacou, e, quando o fez, chutava para fora... Nota 6,0
Toninho. Não apoiou como costume mas esteve bem. Nota 7,0
Rondinelli. O herói da partida e do título. Alguém vai se lembrar que ele teve dificuldades no combate direto aos atacantes...Nota 9,0
Manguito. Razoável. Apesar da pouca técnica, não comprometeu. Nota 6,0
Júnior. Outro que não apoiou como de costume. Nota 6,0
Carpegianni. Todas as jogadas passavam pelos seus pés. Nota 7,0
Adílio. Jogando mais recuado do que de costume, não rendeu tanto. Nota 6,0
Zico. Sacrificado pela ausencia de Cláudio Adão, teve que jogar mais a frente, e não foi o jogador que conhecemos. Mesmo assim foi o mais perigoso do time. Expulso após trocar agressoes com Guina. Nota 7,5
Marcinho. Não ajudou o ataque. Nota 5,0
Cléber. Outro que ficou perdido, sem saber o que fazer. Nota 5.5
Tita. Não levou vantagem sobre seus marcadores. Jogou na Ponta direita no primeiro tempo e na esquerda no segundo. Atuação apagada. Nota 5,5
Alberto. Entrou no fim e nada fez. Sem nota
Eli Carlos. Pelo menos se aproximou mais de Zico. Bom toque de bola. Nota 6,0
Cláudio Coutinho. O time não foi brilhante, mas venceu. Nota 6,0
Vasco
Leão. Fez pelo menos 3 defesas sensacionais. Se não fosse por ele, o placar teria sido maior. Nota 8,0
Orlando. Ficou mais preso a defesa e não acertou nem seus chutes de longe. Nota 6,0 Abel. Vinha bem até falhar no gol do Flamengo. Nota 6,0
Gaúcho. Abaixo do companheiro de zaga. Falhou muito durante o jogo e quase marcou um golaço contra. Nota 5,0
Marco Antonio. Como todo o time, jogou recuado demais. Cedeu o escanteio que originou o gol, de forma desnecessária. Nota 5,5
Helinho. Apenas marcou, não jogou. Bateu demais. Nota 6,0
Guina. Muito abaixo do seu potencial, não organizou o time. Foi expulso após agredir Zico. Nota 5,0
Paulo Roberto. Apagado. Não conseguiu jogar. Nota 5,0
Wilsinho. Com os laterais do Flamengo jogando mais recuados, não teve espaço e não conseguiu levar vantagem.Nota 6,0
Roberto. O mais perigoso do Vasco. Buscou sempre o jogo. Só pecou nas finalizaçõs. Nota 6,5
Ramon. Outro que nada fez. Nota 5,0
Paulo César. Entrou para fechar o meio, mas como todo o time, pouco fez. Nota 5,5 Paulinho. Até se movimentou bem. Mas perdeu um gol feito, que poderia ter decidido a partida. Nota 6,0
Orlando Fantoni. Pecou por fazer o time jogar atrás, tentando segurar o empate. Acabou sendo castigado. Nota 6,0
-Bom é isso por hoje, espero que tenham gostado e já aproveito para avisar que a próxima partida histórica será a final do Campeonato Brasileiro de 1978, Guarani 1x0 Palmeiras. Até lá.
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