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sábado, 26 de novembro de 2011

Flamengo 0x2 Fluminense ùltima rodada da Taça Guanabara de 1978

Flamengo 0x2 Fluminense
Décima primeira e última rodada da Taça Guanabara do Campeonato Carioca de 1978
Data 15/10/1978 Local Maracanã Público 83.676 Árbitro Luís Carlos Félix
Gols Fumanchu, de pênalti aos 40 e Nunes aos 45 do segundo tempo
Flamengo Raul, Toninho, Manguito, Nélson e Júnior, Carpeggiani, Adílio e Zico, Tita, Cláudio Adão e Cléber (Leandro)
Fluminense Renato, Miranda, Tadeu, Edinho e Carlinhos, Pintinho, Cléber (Rubens Galaxe) e Mário (Zezé), Fumanchu, Nunes e Doval

A partida tinha ares de decisão. O Flamengo chegava a última rodada podendo até ser derrotado por quatro gols de diferença que mesmo assim seria o campeão do primeiro turno. Na véspera, Botafogo (que poderia ter ultrapassado o Rubro-negro), apenas empatou com o Vasco em 2x2.

Com isto, Flamengo e Botafogo tinham 17 pontos e Fluminense e Vasco 15. Porém, o Tricolor para ganhar o título teria que golear por 4 gols de diferença. A volta olímpica estava nos pés dos comandados por Cáudio Coutinho.

A torcida do Fla era imensa maioria no Maracanã. Se já era difícil aquele time perder, imagina por goleada. Logo no começo da partida uma pegada forte de Toninho em Mário mostrou que o time estava ligado no jogo.

Mesmo com a vantagem, foi o rubro-negro quem começou no ataque. Usando o seu toque de bola, o time mantinha a posse e não deixava o Flu jogar. E a primeira chance não tardou a aparecer. Nunes, que já se movimentava pelos lados (o que seria consagrado no próprio Flamengo alguns anos depois) abriu pela direita mas acabou se enrolando com Fumanchu. Júnior saiu com a costumeira habilidade e lançou Cléber, que deu a Zico na meia direita. O galinho chutou forte, de fora da área e Renato espalmou a escanteio.
No minuto seguinte, Zico deixou Adílio na cara do goleiro. O gol só não saiu porque Tadeu conseguiu travar o arremate.

O Flamengo jogava no esquema habitual de Coutinho. 4-1-3-2, com Carpeggiani organizando o jogo de trás, Tita mais pela direita, Zico centralizado e Adílio mais a esquerda. No ataque Cléber caía também pelo lado esquerdo e Adão era o atacante que sabia como ninguém sair da área para tabelar.

O tricolor bem mais limitado tecnicamente, se postava em um 4-2-2-2, com Pintinho organizando o jogo e Cléber mais na marcação. Doval abria pela esquerda e Mário tentava dar criatividade ao time que contava ainda com Fumanchu (esquecido pela direita no começo da partida) e Nunes que se mexia por todo o ataque. A proposta de ambos os treinadores era parecida. O centroavante teria que sair do comando do ataque para liberar espaço para quem vem de trás.

Como tinha mais jogadores caindo pela esquerda, era natural que o flu tentasse chegar por lá. E a primeira chance de gol aconteceu quando Mário chegou a linha de fundo, cortou Toninho e cruzou para o lateral Carlinhos, na diagonal, bater para fora.
O jogo era morno. Justamente como queria e interessava ao Fla. O Fluminense atacava mais. Fumanchu combinou bem com Miranda pela direita. O auxiliar levantou a bandeira (equivocadamente), mas o árbitro, Luís Carlos Félix não confirmou a marcação. Para desespero de sua torcida, o centro acabou passando por todo mundo e saiu na linha lateral.

O rubro-negro voltou a assustar em uma cobrança de falta de Zico, que passou perto .A resposta tricolor veio na mesma moeda. A bola foi rolada para Edinho que da intermediária soltou uma bomba que Raul teve que se virar para defender em dois tempos.
Os últimos minutos do primeiro tempo eram mais do Fluminense. Fumanchu cansou de esperar a bola pela direita e apareceu na meia esquerda. De lá, bateu rasteiro, num tiro que passou zunindo a trave de Raul.

O primeiro tempo chegou ao fim, com um Flamengo acomodado com a imensa vantagem e um Fluminense que, mesmo tendo sido superior (foram 3 chances tricolores contra 2 rubro-negras) não mostrava força suficiente para chegar a goleada. Aliás, em um protesto bem humorado, os torcedores do flu perguntavam no intervalo onde estaria o campeão, em uma alusão ao fraco desempenho rubro-negro até aquele momento
Segundo tempo


O Flamengo voltou do intervalo com Leandro no lugar de Cléber. Com isso, Tita passou a jogar mais pela esquerda, onde estava Cléber, Toninho passou a ocupar a direita, onde estava Tita e Leandro entrou na sua, na lateral-direita.

A alteração deu resultado logo. Leandro se livrou de dois marcadores e lançou Toninho que cruzou para Cláudio Adão ajeitar para Zico, que vinha de frente. O galinho bateu forte, de primeira e assustou o goleiro Renato. Leandro se entendia as mil maravilhas com Toninho enquanto Tita dava uma mão a Júnior na marcação de Fumanchu. Nem parecia o mesmo time que deixou o campo vaiado no primeiro tempo.

Em seguida, Zico desperdiçou excelente contra-ataque ao prender demais a bola. O Flamengo voltava bem melhor e a torcida já se animava e passava a gritar mengo, mengo!
Se nos primeiros 45 minutos, o Fluminense praticamente só atacou pela esquerda, o panorama se inverteu na etapa final. O time passou a forçar as jogadas quase que exclusivamente pela direita, mas Coutinho já tinha o antídodo, com Tita ajudando Júnior daquele lado e com o recuo de Adílio para jogar como volante pela esquerda ao lado de Carpeggiani. Era um 4-2-3-1.

O tricolor tentou ser mais ofensivo, trocando Cléber por Rubens Galaxe e Mário por Zezé. Ficava claro que o objetivo era tentar jogar mais pela abandonada e esquecida esquerda, com um ponta autêntico e driblador como Zezé em cima do jovem e inexperiente Leandro.

Eram outros tempos mesmo. Aos 38, o lateral Carlinhos deu uma chegada forte em Toninho. Hoje em dia, ela seria punida com cartão vermelho direto. Em 78, nem amarelo mostrou o árbitro.

Quando o Flamengo já se acomodava com o resultado e a torcida já gritava é campeão, Nunes lançou Edinho que veio de trás, no buraco entre Leandro e Manguito, driblou Raul e foi derrubado pelo goleiro rubro-negro. Fumanchu bateu bem, deslocando o experiente camisa 1. Foi o suficiente para as provocações da torcida tricolor reaparecerem.
O gol pareceu acender o flu. Nunes deu um chute venenoso que Raul teve trabalho para espalmar para escanteio. Nos acréscimos, Pintinho cruzou, Raul falhou feio ao soltar a bola na cabeça de Nunes que marcou o segundo.

Estava decretada a primeira derrota do mengo na Taça Guanabara. O título, no entanto, era inquestionável. Para o comentarista da TV Globo, J.Ávila, a conquista era totalmente justa, pois o time venceu com facilidade os pequenos, empatou com Vasco e Botafogo e perdeu quando podia perder. A comemoração da conquista foi bem xoxa. O fla não parecia que havia se sagrado campeão. Os jogadores queriam ter mantido a invencibilidade. O que eles não imaginavam era que a aquela Taça Guanabara seria a primeira das inúmeras conquistas daquele time maravilhoso.

Depois de três chances para o tricolor na etapa final e apenas uma para o Fla (6x3 para o Fluminense no total), chega-se a conclusão que o resultado da partida também foi inteiramente justo.

Espero que tenham gostado dessa nova série do futebolacervo e em breve voltaremos com mais um jogo.


sábado, 17 de setembro de 2011

Campeonato Argentino de 1893- Surge o primeiro grande



O Campeonato

Sem apoio dos seus integrantes, a antiga Associação acabou não durando por muito tempo e acabou se dissolvendo. Depois de um 1892 sem futebol, um Padre do Buenos Aires English High School, Alexander Watson Hutton, fundou uma nova entidade, com o mesmo nome da anterior. A data de fundação da novo orgão foi 21 de Fevereiro.

Em 23 de Abril, com cinco participantes, começou a competição. Como curiosidade, somente uma equipe do torneio de 1891 estava presente, o Buenos Aires Railway. Um dos debutantes, o Lomas Athletic, foi muito superior aos demais e acabou tornand0-se campeão com bastante folga. Era o surgimento do primeiro grande time da história do futebol argentino.


Os Resultados do campeão
23-4-1893 Lomas Athetic 3x0 Buenos Aires Railway
11-05-1893 Lomas Athletic 7x0 Buenos Aires English High School
21-05-1893 Lomas Athletic 5x0 Quilmes Club
28-05-1893 Lomas Athletic 1x0 Flores Athletic
11-06-1893 Flores Athletic 0x1 Lomas Athletic
18-06-1893 Buenos Aires Railway 0x2 Lomas Athletic
29-06-1893 Lomas Athletic 7x0 Buenos Aires English High School
23-07-1893 Quilmes Club 0x1 Lomas Athletic

Colocação Final
1- Lomas Athletic- 8j-16pg-8v-0e-0d-26gp-0gc- +26sg
2- Flores Athletic- 8j-10pg-5v-0e-3d-19gp-9gc- +10sg
3- Quilmes Club- 8j-9pg-3v-3e-2d-12gp-11gc- +1sg
4- Buenos Aires English High School- 8j-4pg-1v-2e-5d-6gp-25gc- -19sg
5- Buenos Aires Railway- 8j-2pg-0v-2e-6d-3gp-19gc- -16sg

Os Jogadores Campeões
Goleiro F.X.Carter
Zagueiros C.W.Reynolds, Patrício Rath, L.Knox e Little
Meio-campistas P.L.G.Bridger, Thomas Bridge, J.B.Hall e Buchanan
Atacantes Nóbili, Jacobs, Anderson, Leslie, E.Leslie e W.G.Cowes

Até breve com o Campeonato de 1894

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Campeonato Argentino de 1891- O começo da história



Começa agora neste blog que trata de tentar preservar a memória do futebol mundial mais um capítulo. Trataremos também da riquíssima história do campeonato argentino.

Disputado desde 1891, vamos falar, nesta primeira parte (não neste post especificamente) da era amadora do futebol de nossos hermanos.

Espero que gostem de mais esta iniciativa e boa leitura a todos.

A era amadora

Muito antes de Boca Juniors, River Plate, Racing, Estudiantes ou Independiente disputarem os certames, outros times, de escolas e academias principalmente, iam conquistando os primeiros títulos. Conquistas estas que são renegadas e esquecidas, quando se conta a história da competição.

São estes primeiros heróis, que sedimentaram a paixão do torcedor argentino, que vocês irão acompanhar nestes primeiros posts desta série.

Campeonato de 1891
Dois campeões na primeira disputa

6 equipes se inscreveram para o torneio, organizado pela recém fundada Associação Argentina de Futebol. Old Caledonians, Saint Andrews, Buenos Aires al Rosario Railway, Belgrano F.C, Buenos Aires F.C e Hurlinghan. Este último contudo, acabou não disputando as suas partidas.

No dia 12 de Abril, teve início o campeonato com duas partidas. Buenos Aires F.C 2x5 Saint Andrews e Old Caledonians 6x0 Belgrano F.C. Estes primeiros resultados foram apenas um indício do domínio que estas duas equipes iriam protagonizar.

Na quinta rodada, Saint Andrews chegou a abrir dois pontos de vantagem na tabela de classificação, quando goleou seu grande rival por 4x0. Três rodadas mais tarde porém, uma inesperada derrota de 4x0 frente ao Buenos Aires al Rosario Railway devolveu a igualdade ao certame.

No dia 30 de Agosto, na derradeira rodada, os líderes se enfrentaram e acabaram empatando por 3x3. Como ambos terminaram com 13 pontos e, incrivelmente, com o mesmo saldo de gols (21 a favor), o campeonato ficou sem uma definição clara.

A AAF decidiu então declarar ambas as equipes vencedoras do torneio. Contudo, obrigou os times a realizarem uma nova partida, para definir quem ficaria com as medalhas comemorativos que haviam sido feitas.

Em 13 de Setembro, no Club Flores Polo, jogou-se a decisão. Saint Andrews venceu por 3x1 e conquistou as medalhas.

Vale lembrar que a AFA não reconhece este campeonato de 1891 como oficial, contando apenas as competições organizadas pela segunda AAF, fundada dois anos depois. De qualquer forma, vale o registro histórico deste primeiro certame em terras argentinas.

OS Resultados
12-04-1891 Buenos Aires F.C 2x5 Saint Andrews
12-04-1891 Old Caledonians 6x0 Belgrano F.C
26-04-1891 Belgrano F.C 1x2 Saint Andrews
03-05-1891 Saint Andrews 3x2 Buenos Aires al Rosario Railway
17-05-1891 Old Caledonians 0x4 Saint Andrews
31-05-1891 Buenos Aires F.C 2x6 Old Caledonians
07-06-1891 Old Caledonians 4x1 Buenos Aires al Rosario Railway
21-06-1891 Buenos Aires al Rosario Railway 4x0 Saint Andrews
12-07-1891 Saint Andrews WO x Belgrano F.C
19-07-1891 Old Caledonians WO x Buenos Aires F.C
26-07-1891 Buenos Aires al Rosario Railway 0x4 Old Caledonians
02-08-1891 Old Caledonians WO x Belgrano F.C
23-08-1891 Saint Andrews WO x Buenos Aires F.C
30-08-1891 Saint Andrews 3x3 Old Caledonians
Jogo Extra
13-09-1891 Saint Andrews 3x1 Old Caledonians

Colocação Final
1- Saint Andrews- 13pg-8j-6v-1e-1d-33gp-12gc- +21 sg
2- Old Caledonians- 13 pg-8j-6v-1e-1d-32gp-11gc- +21 sg
3- Buenos Aires al Rosario Railway- 7pg-8j-3v-1e-4d-
4- Belgrano F.C- 5pg-8j-2v-1e-5d
5- Buenos Aires F.C- 2pg-8j-1v-0e-7d

OS Jogadores Campeões
Saint Andrews
Goleiros F.V Carter, T.B Rolls e Norwood
Zagueiros L.C Penman, J.DMc Intosh, Duncan e Waters
Meio Campistas F.Francis, H.Barnes, Buchanan, Ellis, Mc Donald, T.Bridges, J.Bridges, H.Bridges, Shaw e W.Smith
Atacantes Caldwell, Moffatt, Lamont, H.Bownes, E.Morgan, J.Buchanan, Weir, W.Brown, E.Brooking, H.Carter, A.Colven e Wilson

Old Caledonians
Goleiros F.Edmonds e W.Gibson
Zagueiros E.R Gifford, H.G Gaird e M.Scott
Meio Campistas W.Angus, R.Phillips, T.Mc Ewen e R.Smith
Atacantes R.Corner, H.White, Sutherland, L.Wilson, J.Riggs, J.Clark, Brown, Mc Rae e Mc Donald

Espero que tenham gostado. Em breve, voltarei com o certame de 1893, já que em 1892 não houve campeonato.

domingo, 31 de julho de 2011

Os Arquivos das Copas- 1966- Jogo 3 Alemanha Ocidental 5x0 Suíça

No terceiro jogo da Copa da Inglaterra, disputada em Sheffield, o Ferrolho Suíço não foi capaz de travar o jovem e mais capacitado time alemão, comandados por Beckembauer e pelo jovem Overath. A seleção da terra dos chocolates ficou ainda mais fragilizado, depois que o treinador teve que afastar desta partida o goleiro Eichmann e os zagueiros Leimgruber e Kunh, todos titulares e punidos por indisciplina.

Os primeiros 15 minutos foram de estudos. Quando finalmente os germânicos resolveram atacar, Held aproveitou o rebote do goleiro e abriu o marcador. A partir daí, o que se viu foi um verdadeiro passeio. Com grandes atuações do Kaiser Beckembauer e do cérebro Overath, não foi surpresa ver Haller marcar o segundo. Ainda na etapa inicial, o jovem Beckembauer (então com apenas 22 anos) fez o terceiro. E, se não fosse a má pontaria dos demais atacantes, o placar poderia ter sido ainda maior.

Nada mudou nos 45 minutos finais. Os Alemães seguiram criando e perdendo oportunidades, chegando inclusive a mandar duas bolas na trave. Mas também houveram mais gols. Logo aos 7 minutos, O Kaiser fez um golaço driblando Schneider e tocando com imensa categoria na saída do goleiro. Aos 32, Seeler, que não vinha bem no jogo, foi derrubado na área. Pênalti que Haller cobrou com paradinha (que valeu a reclamação dos Suíços) e fez 5x0. A rigor, os derrotados apenas assustaram em chutes de longa distância, que normalmente iam para fora ou eram fáceis para o goleiro Tilkowski. Uma bola no travessão foi o mais perto que a Suíça conseguiu chegar de marcar o seu gol de honra.

Ao fim da partida, tinha se a certeza do que as duas seleções iriam realizar no mundial. Enquanto os germânicos eram os primeiros a jogar um bom futebol nos gramados ingleses, os Suíços já começavam a arrumar as malas...

Até breve com o post do jogo que completou a primeira rodada deste Grupo B, Argentina 2x1 Espanha.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Os Arquivos das Copas 1966- Jogo 2- França 1x México

Ao contrário do que aconteceu na partida de abertura, França e México realizaram uma boa partida (para os padrões daquela Copa). Os primeiros 10 minutos foram de total domínio Mexicano. O atacante Borja era o grande destaque.Ah se ele tivesse finalizado melhor as chances que desperdiçou (como um gol incrível que ele perdeu no segundo tempo, ao cabeçear para fora uma bola dentro da pequena área)...

Os Bleus jogaram no tradicional 4-3-3 enquanto o México, embora mais perigoso, atuava em um cauteloso 1-4-3-2. Algumas curiosidades surgiram ao assistir o taipe deste jogo. Por exemplo, o jogador Padilla deve ter algum parentesco com o nosso Robinho, pois em um só lance, ele pedalou mais de seis vezes antes de tentar o drible.

Quando Borja abriu o marcador,logo aos aos três minutos da etapa final, parecia que finalmente os Mexicanos iam comemorar uma vitória em uma estréia de Copa. Porém, o time recuou demais e começou a dar campo para os adversários. Aos 14 minutos, uma boa bestamente perdida no meio de campo levou ao contra-ataque Francês e ao gol de empate, marcado por Hausser.

Depois disso, os Europeus mantiveram-se melhores e poderiam ter chegado a vitória. Para o México, este jogo significou uma sequência de dois jogos sem derrotas em Copas, o que era um recorde para eles.

Ao final da primeira rodada do Grupo A, todas as seleções estavam empatadas com um ponto ganho, o que mostrava não só o equilíbrio de forças, como também a medíocridade da Copa....

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Os Arquivos das Copas- 1966 Inglaterra 0x0 Uruguai

Caros leitores, começo hoje uma nova série aqui no futebolacervo onde pretendo dar detalhes de partidas históricas (não só de Copas do Mundo, mas de várias competições). Serão vários arquivos públicados, os das Copas, os da Libertadores, Champions League, Carioca, Paulista, Brasileiro etc. Espero que gostem da novidade.

Copa 66 Primeira Fase Primeira Rodada
Inglaterra 0x0 Uruguai

A Copa do Mundo da Inglaterra não poderia ter um começo pior e mais desanimador. Um empate de 0x0 (fato que se tornaria uma "tradição dos jogos de abertura). Se o confronto entre os anfitriões e o Uruguai era cercado de expectativas de um grande jogo, não foi isso o que se viu em Wembley.

Culpa do ferrolho Uruguaio, com um líbero atrás de uma linha de quatro zagueiros e contando apenas com o fabuloso Pedro Rocha para criar, ou ao menos tentar. alguma coisa. Culpa também dos donos da casa, nervosos ao extremo, sentiram demais a estréia.

O English Team veio armado por Alf Ramsey em um 4-3-3 que se transformava rapidamente em um 4-4-2. Os craques do time Bobby Charlton e Jimmy Greaves erravam passes demais e o time não andava. Pior, dona de um excelente preparo físico, a equipe só corria, mas não pensava a partida. Mais entrosados, já que contavam com a base do Penarol que havia vencido a Libertadores e viria a derrotar o Real Madrid, na final do Mundial, A Celeste esfriou o jogo e irritou a torcida presente no estádio.

A partida seguiu arrastada até o apito final. Foram apenas 9 finalizações Inglesas contra 8 Uruguaias. Somente 2 chances de gol foram criadas em toda a partida, ambas a favor dos anfitriões. Do lado Celeste apenas dois lances são dignos de registro. O primeiro, um chapéu de Pedro Rocha no craque Bobby Charlton. O segundo, um novo chapéu de Rocha, desta vez, de costas, em cima de Bobby Moore seguido por um sem pulo que mereceu aplausos de Wembley.

No final, os Uruguaios festejaram o empate enquanto os Ingleses deixaram o campo cabisbaixos. Porém, muita coisa ainda iria acontecer no decorrer da Copa e vocês irão acompanhar tudo aqui, nos arquivos das Copas. Até breve!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Excursão de 1963. O Brasil dá sinais do que aconteceria na Copa da Inglaterra



Olá leitores. Estou de volta com mais um post sobre a história do futebol mundial. E, desta vez, falarei sobre a excursão da Seleção Brasileira, realizada no ano de 1963. Aproveitando do tema do meu post anterior, onde mostrei o início de como a Inglaterra conqusitou a Copa de 1966, pretendo apontar aqui os principais erros e a bagunça que tomou conta da Seleção Brasileira, Bicampeã do Mundo e favorita para a Copa de 3 anos depois.
Foram 9 partidas disputadas,e, aqui,voces acompanharão cada partida desta viagem ao velho continente. As partidas contra a França e contra a Alemanha Ocidental, serão esmiuçadas, com análises táticas, lance a lance e vídeo com os melhores momentos destas partidas. Como irão ver, os resultados não foram os que se esperariam de uma seleção bicampeã mundial. Era um prenúncio do que aconteceria 3 anos depois, na Copa da Ingleterra.

Primeiro Jogo
Portugal 1x0 Brasil
Data 21-04-1963 Local Estádio Nacional (Lisboa) Público 60.000 Árbitro Henri Faucheux (França)
Gol José Augusto, aos 28 minutos do 2 tempo
Portugal. Costa Pereira, Festa, F.Cruz, F.Mendes e Raul, Vicente, José Augusto e Eusébio, Hernani (A.Rocha, aos 30 do 2 tempo), Coluna e Yaúca. Técnico Fernando Vaz
Brasil Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Cláudio e Altair, Zito, Gérson e Dorval (Marcos 31 do 2 tempo), Amarildo (Quarentinha 16 do 2 tempo), Pelé e Pepe (Zagallo 14 do 2 tempo). Técnico Aimoré Moreira

Nesta partida, a expectativa era que Pelé acabasse com o jogo e comandasse o Brasil rumo a uma boa vitória. Portugal tinha uma boa equipe, contando com a base do Benfica, bicampeão da Europa de 61 e 62, mas que não havia nunca conseguido se classificar para uma Copa do Mundo.

Vicente, um dos mais famosos marcadores do Rei, simplesmente não deixou Pelé andar em campo. E, ainda contundiu o camisa 10 em uma disputa de bola.

O Brasil teve uma atuação pífia, não conseguindo sequer ameaçar o gol defendido por Costa Pereira. Aos 28 minutos do segundo tempo, Eusébio cobrou um escanteio, Cláudio e Mauro não subiram e José Augusto marcou de cabeça.

O resultado causou revolta na imprensa Brasileira. Mauron foi o jogado mais crticado, enquanto apenas o goleiro Gilmar recebeu algum tipo de elogio. A excursão começava mal.

Segundo Jogo
Bélgica 5x1 Brasil
Data 24-04-1963 Local Estádio Hysel (Bruxelas) Públic 46.909 Árbitro Leo Horn (Holanda)
Gols Stockman 4, Van Himst 12, Alatir (Cotra) 13, Stockman 20 e Quarentinha 43 do 1 tempo. Stockman 10 do 2 tempo
Bélgica Nicolay, Vliers, Raskin, Hanon e Verbiest, Lippens, Semmeling e Van Himst, Stockman, Vanderberg e Puis. Técnicos Constant Van den Stock e Anton Ceulers
Brasil Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Cláudio e Altair, Zito, Mengálvio e Dorval, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Técnico Aimoré Moreira

Se a derrota para Portugal já havia sido ruim, o que falar de uma goleada sofrida por 5x1 para a modesta Bélgica. A imprensa Brasileira não só criticou a equipe, como também resolveu comparar os Diabos Vermelhos com a famosa Hungria de 54. A velocidade era outra realmente, mas a qualidade técnica estava longe do time Magiar.

Logo aos 4 minutos, Stockman invadiu a área em velocidade, deixou Mauro para trás e fez 1x0. Aos 12, novamente o veloz Stockman deixou o veterano Djalma Santos na saudade e cruzou para Van Hinst aumentar. Na saída de bola, Quarentinha rolou a bola para Amarildo, que desligado da partida, perdeu a dividida para Hanon. Na sequencia da jogada, Puis cruzou e Altair cortou o centro, recuando a pelota para Gilmar, sem, no entanto, olhar para verificar onde estaria o goleiro. Resultado da lambança, gol contra e Bélgica 3x0. Aos 20, Mengálvio perdeu a bola, depois de uma troca de passes, Stockman fez 4x0. Isso tudo em apenas 20 minutos de jogo!!! Aos 43, Nicolay, o camisa 1 Belga que não havia sido exigido na partida, soltou uma bola fácil e Quarentinha, de virada, dimnuiu o massacre.

No segundo tempo, o Brasil preocupou-se apenas em não levar mais gols e os Belgas tiraram o pé do acelerador. Mesmo assim, aos 10 minutos, novamente Stockman ganhou na corrida de Cláudio e deu números finais ao jogo. Bélgica 5x1 Brasil.

Com duas derrotas em dois jogos, o pretígio dos bicampeões mundiais estava começando a ruir. Eru necessária uma recuperação imediata.

Terceiro Jogo
França 2x3 Brasil
Data 28-04-1963 Local Estádio Olimpíco (Colombes) Público 50.000 Árbitro Concetto Lo Bello (Itália)
Gols Pelé 30 do 1 tempo. Wisnieski 25, Pelé (Penalti) 32, Di Nallo 37 e Pelé 39 do 2 tempo
França Carnus, Rodzyk, Maryan, Lerond e Chorda, Bonnel, Douis e Herbin, Wisnieski, Di Nallo e Cossou (Chillan, no intervalo). Técnico Georges Verriest
Brasil Gilmar, Djalma Santos, Eduardo, Roberto Dias e Altair, Zito, Gérson e Marcos, Nei, Pelé e Pepe. Técnico Aimoré Moreira

Pressionado pelos maus resultados, Aimoré resolveu modificar a equipe. Mudou a zaga, escalou Pelé, mesmo longe de suas mehores condições. Ao todo, foram 7 alterações em relação a goleada sofrida diante da Bélgica. Veja abaixo como foi a partida, lance a lance.
Primeiro Tempo

- Começa a partida. A França dá a saída e ataca para e direita da Tv.
- 1 minuto. Pepe cobra com violência falta sofrida por Pelé. A bomba passa raspando o gol Francês.
- 6 minutos. Douis dribla Eduardo e chuta rasteiro, de fora da área. Gilmar defende em dois tempos.
- Jogo equilibrado até o momento. Brasil toca mais a bola e força mais o ataque, talvez pressionado pela necessidade de recuperação depois de dois resultados ruins. Contudo, quem finaliza mais são os Bleus. Vale destacar o camisa 8 da Seleção Canarinha, o "Canhotinha de Ouro" Gérson, ainda ostentava uma vasta cabeleira.
- 15 minutos. Roberto Dias falha ao tentar afastar uma bola da área brasileira.Di Nallo recupera e bate para boa defesa de Gilmar.
- 16 minutos. Resposta do Brasil é quase que imediata. Pelé arranca dou campo defensivo e faz grande passe em profundidade para Nei, que chuta para grande defesa do goleiro Carnus. Essa foi a primeira chegada perigosa do Brasil no jogo.
- Pelé começa a achar espaços na marcação Francesa. Dá um bom passe para Pepe e depois uma caneta em Bonnel. O show do Rei estava começando.
- 20 minutos. Como não consegue penetrar na zaga Brasileira, Douis arrisca mais uma vez de fora da área. Seguro, Gilmar não dá nem rebote.
- 25 minutos. Lance incrível da França. Di Nallo dá grande passe para Douis que, soinho chuta nas pernas de Gilmar. No rebote, é a vez de Wisnieski bater para nova defesa do goleiro Brasileiro. A bola ainda sobra para Douis que desta vez, bate para fora. 3 chances em sequência deperdiçadas pela França.
- 28 minutos. Grande chance do Brasil! Zito erra o passe, Lerond afasta mal e a bola sobra para Pelé, que bate de primeira, de pé esquerdo para grande e segura defesa de Carnus.
- 30 minutos. GOL! Nei acha Pelé em um buraco no meio da zaga Francesa. O rei gira o corpo e bate de esquerda, sem defesa para Carnus. Brasil 1x0 França.
- 39 minutos. Wisnieski faz grande jogada individual pela direita, passa por Altair e chuta cruzado para fora, levando perigo ao gol Brasileiro.
- 45 minutos. O árbitro encerra um bom primeiro tempo de futebol com a vitória parcial do Brasil.

- Análise do primeiro tempo. Apesar de ter finalizado mais e ter perdido 3 oportunidades seguidas, as melhores chances foram sempre da Seleção Brasileira. Com Pelé inspirado, o 1x0 a nosso favor foi mais do que justo.
- Placar virtual do primeiro tempo. Brasil 3x2 França

Segundo Tempo
- Começa a segunda etapa com o Brasil dando a saída.
- Pelé toma a segunda entrada dura em 7 minutos e reclama. Pobres Franceses, ainda não haviam aprendido que não se deve cutucar o Rei...
- 15 minutos. Nada de bom acontece na partida. Nenhuma chance de gol e erros de passes de lado a lado.
- 17 minutos. Pelé descobre Marcos sozinho na ponta direita. Ele avança e chuta em cima de Carnus que espalma a córner.
- 25 minutos. GOL! Wisnieski tabela com Herbin e bate forte, de primeira para acertar o ângulo de Gilmar. A partida estava empatada.
- 26 minutos. Douis avança pela esquerda, ganha de Djalma Santos e cruza para Herbin, que é milagrosamente travado por Eduardo na hora do chute. A França estava melhor na partida.
- 28 minutos. Douis novamente ganha de Djalma Santos e cruza para Di Nallo que domina e bate para uma defesaça de Gilmar.
- 30 minutos. Pepe cobra uma falta de três dedos da entrada da área e Carnus espalma para escanteio.
- 32 minutos.GOL! Pepe rouba a bola no ataque, passa por 2 marcadores e sofre penalti de Maryan. Pelé cobra bem e recoloca o Brasil em vantagem. 2x1.
- 37 minutos. GOL! Douis tenta a jogada, desta vez pela direita ms Altair toma-lhe a frente. o Francês então empurra o lateral Brasileiro. O árbitro nada marca e Douis cruza para Di Nallo, sozinho, só empurrar para as redes. Tudo igual novamente. 2x2.
- 39 minutos. GOL! Pelé toca a Gérson e se projeta a frente. O canhotinha de ouro vê a entrada do Rei e lança uma bola pereita. Pelé domina e bate de pé esquerdo na saída do goleiro. Brasil de novo a frente do marcador. 3x2.
- 44 minutos. Wisnieski recebe de Di Nallo pela direita e cruza. Herbin desvia no primeiro poste e Chillan, sozinho na segunda trave, perde a chance de empatar a partida.
- 46 minutos. O árbitro encerra a partida. O Brasil vencia sua primeira partida na excursão, mas seguia em convencer.

- Análise do segundo tempo. Apesar de ter conquistado a primeira vitória, no segundo tempo, a França foi melhor do que o Brasil. Esbarrou porém, na falta de pontaria de seus atacantes e em algumas boas defesas de Gilmar.
Pelo lado do Brasil, Gilmar foi muito bem no jogo. Já o restante da defesa esteve insegura, com Djalma Santos e Altair sendo envolvidos por Douis e Wisnieski, respectivamente. Eduardo e Roberto Dias não tiveram uma boa atuação.
No meio de campo, Zito e Gérson fizeram uma partida apenas regular, enquanto Pelé foi o destaque absoluto do jogo, não só pelos 3 gols marcados, mas também pelas jogadas e entrega na partida.
No ataque, Marcos quase não fez jogadas de linha de fundo, Pepe só apareceu nas cobranças de falta e no penalti sofrido e Nei, com sua boa movimentação foi o melhor do setor, apesar de não ter finalizado tanto (sua movimentação foi importante, pois abriu espaços para as entradas de Pelé)
-Placar Virtual do Segundo Tempo. França 5x4 Brasil.
-Placar Virtual da Partida. Brasil 7x7 França


* Clique na imagem para ampliar. Repare a disposição tática do Brasil, jogando em um 4-3-3 ou em um 4-2-1-3, com Pelé encostando no ataque o tempo todo.



Quarto Jogo
Holanda 1x0 Brasil
Data 02-05-1963 Local Estádio Olimpíco (Amsterdã) Público 40.000 Árbitro Elnar Bolstrom (Suécia)
Gol Petersen aos 44 minutos do segundo tempo
Holanda Pieters-Graafland, Haak (Veldhoen 21 do 2 tempo), Ouderland, Muller e Pronk, Klaassens, Bergholtz e Groot, Van der Linden, Bennars e Petersen. Técnico Elek Schwatrz
Brasil Gilmar, Lima. Eduardo, Roberto Dias e Rildo, Zequinha, Gérson e Pelé (Mengálvio 26 do 2 tempo), Marcos, Nei (Amarildo 30 do 2 tempo) e Pepe. Técnico Aimoré Moreira

A Seleção seguiu decepcionando em seu giro pela Europa. Contra uma obscura e até então pouco tradicional Holanda, a terceira derrota em quatro partidas disputadas.

O Brasil jogou muito mal durante todo o tempo, mas não ra ameaçado pelos Holandeses. Tudo levava a crer que a partida terminaria em um inosso 0x0, quando aos 44 minutos da etapa complementar, o lado direito da defesa canarinha resolveu entregar o jogo. Lima e Eduardo simplesmente resolveram trocar passes e driblar dentro da área Brasileira. Gilmar, aos berros pedia que lhe recuassem a bola. Em vão, Lima acabou perdendo a bola para Petersen que fuzilou Gilmar.

Nos vestiários, consternação geral. Enquanto Lima e Eduardo choravam em um canto, Aimoré prometia mudanças para a próxima partida, contra a Alemanha Ocidental, em Hamburgo. A crise começava a explodir na Seleção.

Quinto Jogo
Alemanha Ocidental 1x2 Brasil
Data 05-05-1963 Local Estádio Volkspark (Hamburgo) Público 72.000
Árbitro Gottfried Dienst (Suíça)
Gols Werner (Pênalti) 44 do 1 tempo. Coutinho 25 e Pelé 27 do 2 tempo.
Alemanha Fahrian, Nowak, Schnellinger, Shulz e Wilden, Werner, Heiss e Schutz, Seeler, Konietzka (Strehl no intervalo) e Dorfel. Técnico Sepp Herberger
Brasil Gilmar, Lima, Eduardo, Roberto Dias e Rildo, Mengálvio, Zito e Pelé, Dorval, Coutinho e Pepe. Ténico Aimoré Moreira.

Para esta partida, Aimoré Moreira resolveu se aproveitar da base do melhor time do mundo. Do meio de campo para a frente, apenas jogadores do Santos. Aliás, no total, eram 8 jogadores do Peixe. Apenas a dupla de zaga (Eduardo, do Corinthians e Roberto Dias, do São Paulo) e o lateral-esquerdo (Rildo, do Botafogo), eram de outros clubes. Sua justificativa era que precisava de entrosamento para vencer uma partida que, para muitos, era crucial para a manutenção do prestígio do futebol Brasileiro no velho continente. Veja abaixo como foi a partida, lance a lance.

Primeiro Tempo
- A Alemanha dá a saída atacando para a esquerda da tv. E em menos de 30 segundos,já consegue dois cruzamentos perigosos e um escanteio a seu favor.
- 10 minutos e a Alemanha tem mais posse de bola, ataca mais pelos lados do campo e tenta cruzamentos sobre a área Brasileira. Já o escrete nacional, mesmo com o entrosamento do Santos, busca apenas os contra ataques.
- 12 minutos. Roberto Dias erra o passe ao tentar sair jogando. Konietzka rouba a bola, avança até a área e bate forte para Gilmar espalmar a escanteio.
- 15 minutos. Seeler recebe pela esquerda, arma um salceiro em cima de Lima e Eduardo e cruza para Schutz, que bate de primeira, mas muito para o alto.
- 20 minutos. Finalmente, o Brasil dá o ar da sua graça. Depois de um cruzamnto mal cortado pela zaga Alemã, Mengálvio toca a Pepe, que, da entrada da área, chuta forte, no ângulo, para excelente defesa de Fahrian.
- 27 minutos. Sufoco da Alemanha. Cruzamento na área Brasileira. A zaga afasta mal. Werner recoloca a bola no sufoco. Gilmar sai muito mal da meta e Schutz cabeceia na trave. No rebote, Konietzka bate e o goleiro Brasileiro espalma a córner.
- 44 minutos. GOL! Depois de um escanteio, a bola sobra para Konietzka que se preprava para chutar sozinho. Zito então, o derruba com um carrinho. Penalti que Werner cobra no canto esquerdo. Gilmar nem se move. Alemanha 1x0 Brasil.
- 45 minutos. O árbitro dá por encerrado o primeiro tempo da partida.

- Análise do primeiro tempo. Não restou dúvidas que a Alemanha foi bem superior. Teve mais posse de bola e criou as melhores chances, merecendo inclusive estar ganhando por um placar mais dilatado.
A Seleção Brasileira, apesar de apostar no entrosamento do Santos, nã jogou bem. A zaga voltou a falhar muito, especialmente no jogo aéreo. Pelé esteve sempre bem marcado e pouco produziu. Apenas Pepe arriscou alguns chutes de longe, a maioria sem grande perigo.
-Placar Virtual do primeiro tempo. Alemanha 3x1 Brasil.

Segundo Tempo
- O Brasil dá a saída para a etapa final. A Alemanha volta com uma alteração. Strehl entra na vaga do perigoso Konietzka.
- 30 segundos. O Brasil perde a bola na saída de jogo e Seeler invade a área pela direita e bate cruzado para boa defesa de Gilmar. Parecia que a segunda etapa seria igual a primeira.
- Pepe sofre falta na intermediária. Ele mesmo cobra, soltando uma bomba que Fahrian defende em dois tempos.
- 4 minutos. Contra-ataque bem puxado pela Alemanha. Schutz toca a Seeler que só ajeita para Heiss, que bate forte, de primeira. A bola sai raspando a meta de Gilmar.
- 7 minutos. Mais uma joda aérea Alemã. Werner cobra falta, o baixinho Seeler ganha dos zagueiros Brasileiros na cabeça e ajeita para Dorfel, que dá um peixinho. Gilmar defende com segurança.
- 20 minutos. Mais um contra-ataque Alemão. Seeler recebe de Schutz, passa por Eduardo e bate seco, rasteiro. Gilmar só consegue desviar para escanteio.
- 25 minutos. GOL! Pelé acha seu grande companheiro Coutinho. Este finge que vai devolver a bola ao Rei, gira o corpo e bate forte, rasteiro, para vener o goleiro. Mesmo sem merecer, o Brasil chega a igualdade.
- 27 minutos. GOLAÇO! Mengálvio toca a Pelé, que mata a bola com o pé direito, gira e solta uma bomba de esquerda. A bola entra no ângulo de Fahrian. O talento individual prevalecia e o Brasil virava o jogo.
- 36 minutos. Pressão Alemã. Strehl passa por Rildo e cruza. Seeler faz o corta-luz e Heiss bate para Gilmar espalmar a córner.
- Na parte final da partida, a Alemanha pressionou desordenadamente e o Brasil conseguiu segurar o resultado sem maiores sustos.
- 45 minutos. O árbitro encerra a partida com vitória Brasileira.

-Análise do segundo tempo. Apesar da derrota, novamente quem jogou melhor foi a Alemanha. A equipe parou nas várias oportunidades desperdiçadas por seus atacantes. Pelo lado Brasileiro, o que levou a equipe ao triunfo foi o talento individual dos seus jogadores, em especial Pelé e Coutinho. Porém, mais uma vez a Seleção não atuou bem.
-Placar Virtual do Segundo Tempo. Alemanha 3x2 Brasil
-Placar Virtual do Jogo. Alemanha 6x3 Brasil.



*clique na imagem para ampliar

Brasil no mesmo 4-2-1-3 utilizado na vitória contra a França. O segredo dessa vez foi o entrosamento dos jogadores do Santos. Os gols saíram de passes de Pelé para Coutinho e de Mengálvio para Pelé.



Sexto Jogo
Inglaterra 1x1 Brasil
Data 09-05-1963 Local Wembley (Londres) Público 92.000 Árbitro Leo Horn (Holanda)
Gols Pepe 19 do 1 tempo e Douglas 40 do 2 tempo
Inglaterra Banks, Armfield, Wilson, Milne e Bobby Moore, Norman, Douglas e Smith, Greaves, Easthan e Bobby Charlton. Técnico Alf Ramsey
Brasil Gilmar, Lima, Eduardo, Roberto Dias e Rildo, Zequinha, Mengálvio e Dorval, Coutinho, Amarildo (Nei 41 do 1 tempo) e Pepe. Técnico Aimoré Moreira

Depois da vitória frente a Alemanha, a partida contra a Inglaterra era encarada por todos como a chance de reabilitação definitiva e do resgate do prestígio do futebol Brasileiro. Entretanto, as coisas começaram a dar errado antes mesmo da bola rolar.

Dois dias antes de enfrentar os Ingleses, ainda em Hamburgo, houve um acidente de táxi. Nada de muito grave, porém, entre os feridos estavam o treinador Aimoré Moreira, o locutor Geraldo José de Almeida e 3 jogadores. Zito, Djalma Santos e Pelé. Todos eles tiveram escoriações e acabaram vetados para a partida. Esta, aliás, é a razão pela qual o Rei Pelé jamais jogou no sagrado gramado de Wembley.Assim que foi anunciado a ausência do Rei, o Estádio todo explodiu em uma grande e sonora vaia.

Com a bola rolando, finalmente a Seleção jogava bem. Banks já havia feito algumas boas defesas quando, aos 19 minutos, Pepe sofreu falta na intermediária. O goleiro Inglês não levou fé no canhão da Vila e armou a barreira com apenas 3 jogadores. Pepe soltou a bomba e abriu o placar. Amarildo ainda desperdiçou algumas chances e o Brasil foi para o intervalo com a sensação de que poderia estar vencendo por uma margem mais confortável.

Na etapa final, o panorama não se modificou. O Brasil continuou a dominar a partida e a perder gols. A Inglaterra só ameaçava nas bolas altas. E foi num chuveirinho de Armfield, a 5 minutos do fim da partida, que Gilmar saiu mal e a bola se ofereceu a Douglas para empatar a peleja. Se novamente o resultado não havia sido o esperado, ao menos dessa vez a Seleção jogara bem.

Sétimo Jogo
Itália 3x0 Brasil
Data 12-05-1963 Local San Siro (Milão) Público 72.000 Árbitro Marcel Bois (França)
Gols Sormani 35 e Mazzola (Penalti) 39 do 1 tempo. Bulgarelli 31 do 2 tempo
Itália Vieri, Maldini, Facchetti, Guarneri e Salvadore, Trappatoni, Bulgarelli e Menichelli, Sormani (Corso 12 do 2 tempo), Mazzola e Rivera. Técnico Edmondo Fabbri
Brasil Gilmar, Lima, Eduardo, Roberto Dias e Rildo, Zito, Mengálvio e Pelé (Quarentinha 26 do 1 tempo), Dorval (Nei no intervalo), Coutinho e Pepe. Técnico Aimoré Moreira

Pelé teve que entrar em campo, por força do contrato. Ainda sentindo as escoriações do acidente, ele suportou apenas 25 minutos em campo. Zito, outro contundido que atuou, jogou o tempo inteiro.

A partida era arrastada e ruim até que, aos 35 minutos, Rivera chutou fraco, de longe. Gilmar falhou ao deixar a bola passar por baixo do seu corpo. O Ítalo-Brasileiro Sormani (ex-Santos) só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes. Aos 39, novamente Sormani estava pronto para marcar quando Roberto Dias o derrubou dentro da área. Penalti que Mazzola cobrou bem.

A etapa final continuou tranquila para a Azzurra. Depois de perder algumas chances claras, aos 31 minutos, Rivera achou Bulgarelli sozinho. Ele só teve o trabalho de tocar na saída de Gilmar para fazer 3x0.

No final da partida, confusão. Dorval agrediu o árbitro Francês Marcel Bois com um soco pelas costas. Bois revidou com um pontapé e, antes que a coisa ficasse pior, a turma do deixa-disso apareceu para apaziguar os animos. O pior porém ainda estava por vir. O Dirigente Brasileiro Mendonça Falcão foi ao vestiário Italiano tirar satisfações com Sormani. Acusou o ex jogador do Santos de ser um "moleque, sem pátria, que traiu sua terra por dinheiro." Como se vê, os cartolas já atrapalhavam o futebol nacional...

Oitavo Jogo
República Árabe Unida 0x1 Brasil
Data 17-05-1963 Local Estádio Nasses (Cairo) Público 8.000 Árbitro Raoul Roggio (Itália)
Gol Quarentinha 2 do 2 tempo
República Árabe Unida El-Roubi, Refai, Ateya, Qotb (Ohman 10 do 2 tempo) e Reyadh, El-Sayesi, Shaheen e El-Shazly, Eman, Morsi e Abdel Fattah
Brasil Gilmar, Djalma Santos, Eduardo, Roberto Dias e Rildo, Zequinha, Gérson e Marcos, Quarentinha, Amarildo (Nei 26 do 2 tempo) e Zagallo. Técnico Aimoré Moreira

A partida ocorreu sob um calor de mais de 40 graus. Mesmo assim, nada pode servir de desculpa para mais uma pífia atuação da Seleção. Se não fosse uma atuação brilhante de Gilmar e do zagueiro Roberto Dias, o Brasil teria deixado o campo humilhado e com mais uma derrota. Vale ressaltar que o público presente a esta partida foi um dos menores de toda a história da Seleção Brasileira.

O gol da injusta vitória aconteceu logo as 2 minutos do segundo tempo. Zagallo recebeu, avançou pela esquerda e cruzou na medida para Quarentinha (em jogada qu eles repetiam com frequencia no Botafogo). O Brasil vencia mas as críticas continuavam.

Nono Jogo
Israel 0x5 Brasil
Data 19-05-1963 Local Estádio Ramat Gan (Tel Aviv) Público 42.000 Leo Horn (Holanda)
Gols Zequinha 12 e Quarentinha 17 e 41 do 1 tempo, Amarildo 37 e Nei 41 do 2 tempo
Israel Rockman (Levin no intervalo), Atsmon, Levkovich, Tish e Flashel, Menchel, Grundman e Cohen, Borsuk (Shmulevich-Rom 36 do 1 tempo), Stelamch (Levi) e Kalish. Técnico Gyula Mandi
Brasil Gilmar, Djalma Santos, Eduardo, Roberto Dias e Rildo, Zequinha, Gérson e Marcos, Quarentinha (Nei 25 do 2 tempo), Amarildo e Zagallo (Pepe no intervalo). Técnico Aimoré Moreira

Na última partida da excursão, o Brasil enfrentou uma equipe semi-profissional e muito jovem. E finalmente conseguiu uma boa vitória. Logo aos 12 , Zequinha abriu o marcador ao bater de fora da área. 5 minutos depois, Quarentinha, em posição irregular, fez o segundo. As chances iam se sucedendo e a Seleção ia perdendo gols. Até que, aos 41, novamente Quarentinha, desta vez de cabeça, marcou o terceiro.

O Brasil tirou o pé do acelerador na etapa final. Mesmo assim, ainda marcou dois gols na parte final da partida. Aos 37, Amarildo recebeu belo passe de Gérson e encobriu o goleiro, marcando um golaço. Aos 41, Novamente o canhotinha de ouro deixou Nei sozinho para fechar o placar. Brasil 5x0.

Saldo da Excursão
Se o Brasil chegou a essa excursão com o prestígio em alta, por ser o atual bicampeão do mundo e ter o Rei Pelé, pode-se dizer que saiu com a imagem bastante arranhada.

E não era para menos. Em 9 partidas, foram 4 vitórias, 1 empate e 4 derrotas. 13 gols pró e 14 gols contra. O pior de tudo foi o futebol pífio apresentado em algumas partidas. As goleadas sofridas frente a Bélgica e Itália e a derrota para uma inexpressiva Holanda foram os pontos mais baixos dessa viagem.

Pelo lado positivo, pudemos ver a afirmação de Roberto Dias como um bom e seguro zagueiro e o surgimento na Seleção de Gérson. E só.

Já ficava claro para todos que somente o talento individual não seria suficiente para que conquistassemos o Tricampeonato mundial, na Copa da Inglaterra, dali a 3 anos. Uma pena que nossos dirigentes não tenham entendido o recado...

Espero que tenham gostado deste post. Em breve, estarei de volta com outro, falndo sempre da históri do futebol mundial. Abraços e até lá!

Rádio Futbolleiros